Brasília - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) já avalia novas datas para a realização do Enem. O governo já considera adiar a prova para dezembro ou janeiro. Contrário ao adiamento, o ministro Abraham Weintraub (Educação) foi quem fez o pedido para que a equipe do Inep estude novas datas, segundo relatos de técnicos do instituto.
A perspectiva de que o Senado aprove lei definindo o adiamento do exame foi preponderante para o movimento. O argumento é que a suspensão das aulas por causa do coronavírus afete estudantes.
Na tarde desta terça, Weintraub anunciou pelas redes sociais que vai fazer uma consulta pública para ouvir estudantes. As novas datas já estariam contempladas nesse processo, previsto para junho.
O Inep é o órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo Enem. O exame é a principal porta de entrada para o ensino superior público.
O adiamento das provas tem sido defendido por secretários de Educação e especialistas por causa do risco de aumento de desigualdades com a interrupção de aulas provocada pandemia.
O presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar que o exame poderia ser remarcado.
Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo na sexta-feira (15), o presidente do Inep, Alexandre Lopes, não descartou alterações das datas. Porém, ele defendeu ser "prematuro realizar qualquer adiamento".
Profissionais da Daeb (Diretoria de Avaliação da Educação Básica) e da Unidade de Operações Logísticas do Inep estão debruçados nesta terça sobre possíveis novas datas.
Adiar o exame para dezembro seria o ideal, dentro do entendimento do Inep. Contudo, há possibilidade de que a prova ocorra só em janeiro.
Internamente, ainda há receio em relação à produção logística do exame em meio as restrições atuais de circulação.