Tribuna do Leitor

Olha lá, véio!

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Um casal de velhinhos vai orgulhoso assistir ao desfile militar, de cinco mil homens, e, entre eles, o filho mais novo e o queridinho da mamãe. Quando o filho passa no desfile, a mãe, sempre atenta e orgulhosa, observa e comenta com o marido. Olha lá, véio, 5 mil soldados e só o nosso filho com o passo certo.

Assim é a situação do nosso presidente Bolsonaro e sua cruzada quixotesca, contra o isolamento social. Contra a Organização Mundial da Saúde. Contra o que fizeram os países mais desenvolvidos da Europa, USA (do seu amigo Trump), Israel (de Netanyahu), China e outros. Contra o ex-ministro Mandetta e contra até o atual. Contra a opinião unânime dos médicos epidemiologistas e infectologistas. Salvo políticos médicos como o oportunista Osmar Terra, conhecido como Osmar Trevas, sempre buscando uma boquinha.

Prega uma saída da quarentena com providencias como máscaras e isolamento voluntário ou vertical, que ele mesmo não pratica, saindo sem máscara e abraçando pessoas sem proteção em padarias e jet skys. Ao invés de unir o país negociando uma solução de consenso, fica causando e se opondo a todos os governadores sem exceção e com a maioria dos prefeitos.

Prega também uma precaução com a economia, mas esquecendo que de nada adianta abrir fábricas e perder vidas. E ainda assim que a solução em uma economia globalizada não adianta solucionar aqui se os mercados globais estiverem fechados. Nos discursos e declarações para claque dos 300 em Brasília que o apoiam e abafam as paneladas por todo o Brasil. Nenhuma palavra sobre o combate à pandemia, nada de UTI, leitos, respiradores, médicos ou enfermeiros. Só interesse político, crises sem fim.

Bolsonaro ilhado e acompanhado de um grupo de ministros que só dizem sim para ele. Sempre dispostos a "alinhar" seus depoimentos para favorecer o chefe insano e não ousam a dizer as verdades que ele necessita escutar.

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