Os investigadores avaliam que ainda há a possibilidade de uma série de ações na esfera civil contra ministros. Um dos questionamentos seria contra as declarações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
No vídeo, ele ressalta que é hora da edição de medidas de desregulamentação e simplificação, uma vez que os veículos de imprensa estão, neste momento, concentrados no combate à pandemia de Covid-19.
Um dos caminhos apontados por investigadores é rever as ações ambientais durante a pandemia. Durante a crise sanitária, os alertas de corte raso de floresta feitos pelo sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentaram um aumento 64% no desmatamento em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Jair Bolsonaro e os ministros também poderão sofrer questionamentos de governadores e prefeitos em relação aos ataques feitos durante a reunião.
O presidente da República xingou os governadores do Rio, Wilson Witzel (PSC), e de São Paulo, João Doria (PSDB), e atacou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB).
Nos bastidores, o risco de uma excessiva judicialização, tanto na área penal como civil, com eventuais objetivos políticos, era um dos argumentos usados pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, a assessores ao justificar o pedido para que o vídeo da reunião não fosse divulgado.