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Qual é o impacto de um Pacto?

Aline Fogolin
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Gazzetta e 38 representantes da região administrativa de Bauru assinaram um Protocolo de Intenções com proposta de flexibilização das atividades econômicas para o Governo Estadual. Representam uma população de mais de 1 milhão de habitantes com mais de R$ 41 bilhões de PIB. O Pacto Regional foi validado dada a relevância da região no combate ao novo coronavírus, tendo em vista protocolos sanitários, dados epidemiológicos, parâmetros econômicos e de vulnerabilidade. Considerou as atividades econômicas de maneira prática, abrindo para representantes de lideranças empresariais, a oportunidade de sugestões de seus segmentos.

A elaboração se deu através de reuniões e compartilhamento de informações presenciais e remotas. Todos, sem exceção, se aprofundaram nas questões emergenciais, tal qual sugere a condição. Uns mais, outros menos, porém, todos com um só objetivo: retomar a economia.

Neste contexto, o Poder Público carrega por si só uma carga imensa de desafios. Diariamente os prefeitos fazem mil ações positivas. Mas se uma destas ações não funciona, ai deles! Na hora necessária e da maneira mais adequada, eles nos representam. E se assim não o fizerem, alguém os representará, seja na esfera jurídica ou nas urnas. Quase um pacto. Que bom que temos transparência e que somos ativos na busca deste conhecimento. Sabemos, ou deveríamos saber, quais são os projetos que estão sendo implementados pela Prefeitura, quais são os projetos em discussão do vereador que elegemos (sabemos quem foi?) e, mais ainda, a quantas anda o trabalho das Comissões de nossa Câmara? Que bom que sabemos como tudo isto está.

E, mais, sabemos também quais os projetos em que nossas organizações e entidades estão trabalhando, quem são os dirigentes, como estão as assembleias, como está a prestação de contas da entidade, se apareceram só na crise ou sempre estiveram ativas, enfim, um sistema justo e perfeito. A região não possui uma estrutura capaz de congregar iniciativas, cooperar com órgãos e instituições brasileiras ou estrangeiras, desenvolver projetos de relevância, uma conexão que represente esta região rica e importante do Estado mais próspero da nação. Me refiro a agências de desenvolvimento, centros regionais de produtividade e inovação, ecossistema de impacto em geração de projetos de tecnologia e outras modalidades. Porém, várias iniciativas estão por vir. A criação do Codese, Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Bauru, pacto genuíno de empresários de Bauru, INOVA Bauru, projeto da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, um pacto com a cidade, Sandwich Valley, comunidade de startups criada para fomentar esta modalidade de negócios, pacto com o empreendedorismo e outros exemplos.

Mas voltemos ao pacto. Arrisco dizer que faz sentido a reflexão como senso coletivo, entender que pactuar significa combinar, ajustar. Para evoluirmos como região e melhorarmos nossos indicadores, teremos que pactuar, ter a mesma pauta, intenção, desejo de fazer, acontecer.

Um município para ser relevante em uma esfera de indicadores de desenvolvimento não depende só do Poder Público, mas certamente este tem abrangência significativa. Razão pela qual as propostas de desenvolvimento da região precisam ser interessantes, atrativas na busca de orçamentos, incentivos, investimentos e outras referências.

A epidemia do novo coronavírus nos mostrou que muitos pactos ainda precisam acontecer. Identificou em nossa Bauru aqueles que não entenderam o significado da palavra pactuar. Acharam melhor fazer outro plano. Sem considerar outras atividades relevantes da economia local, sem avaliar indicadores regionais, que sem monitoramento levariam a uma catástrofe. Mas, sigamos, pois a vida segue e não podemos parar!

Reinventar a nossa economia, agora, é prioridade total. Esperamos que as iniciativas, pública e privada desta vez pactuem. Precisamos ter foco em uma retomada vibrante, com a competência engajada de cada setor da economia, dos poderes que nos representam, além da cooperação da população. Vamos fazer um pacto?

 

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