Enquanto a economia derrete, teve empresa que no primeiro trimestre de 2020 apresentou 34% de aumento em vendas totais, 73% de crescimento do e-commerce e 185% do market place. No fim, isso gerou um lucro líquido de R$ 30 mi e um caixa de R$ 4,6 bi. Como diria o cidadão que cortou o jornalismo da grade: é dinheiro ou não é?
Qual empresário nunca usou a frase: "Não é o maior comendo o menor, é o mais rápido deixando o mais lento para trás"? Caros senhores, esta é a oportunidade que o sistema lhes deu para sentir na pele o abismo social em que vivemos, afinal, se tal empresa tivesse CPF ao invés de CNPJ, ela seria o paciente de Covid-19 atendida pelos grandes hospitais particulares da capital enquanto nós estaríamos aguardando uma dose de dipirona em algum corredor de alguma pequena cidade do interior do Brasil.
Portanto, se empresas irão quebrar, que quebrem, talvez assim aprendam o quão sofrido é não ter dinheiro para se "alimentar" e que assistencialismo não é esmola. De fato, a realidade é cruel, porém, não é de hoje.