Apesar das dificuldades enfrentadas em razão dos parâmetros requeridos para o enfrentamento da Covid-19, a Associação de Pais para Integração Social e Escolar da Criança Especial (Apiece) manteve seu atendimento às 130 famílias tanto na oferta de Educação Especial quanto na área da Assistência Social com o Serviço de Proteção Social Especial para pessoas com Deficiência, Idosas e suas famílias (SEID).
Seguindo as orientações dos governos estadual e municipal, além da Organização Mundial da Saúde (OMS), a entidade filantrópica começou a contatar todas as famílias por telefone, monitorando e percebendo o que elas mais precisavam, logo no início da quarentena. "Evidente que não foram poucas coisas, haja vista que até os alimentos, produtos de higiene, insumos e remédios foram providenciados pela entidade. Imediatamente buscamos alternativas para atendê-los", conta a diretora e uma das fundadoras da Apiece, Catarina Carvalho.
ALIMENTAÇÃO
Pensando na refeição dos atendidos - já que muitos só se alimentam na entidade - durante a quarentena, a Apiece deu início à entrega diária de marmitas com cardápios especiais para os atendidos e seus familiares. "Fazemos uma região por dia. Cerca de 55 refeições diárias, pois levamos também para os outros membros da casa", comenta a diretora.
Além disso, campanhas como CoronaVida, Mesa Brasil e iniciativas da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) também enviaram cestas para serem doadas às famílias em vulnerabilidade social.
EDUCAÇÃO
As aulas também foram impactadas na Apiece, que passou a seguir as orientações da Secretaria Municipal de Educação. Os professores deveriam elaborar as atividades em casa, para serem retiradas na entidade, com as orientações e descrição de como deveriam ser realizadas. "Mais um obstáculo a encarar, pois nossos discentes são precários de recursos tecnológicos, ressaltando a ausência de internet, tablets e computadores, além de suas anomalias genéticas", conta. "Mas nossos docentes não mediram esforços. Organizaram-se e estrearam a distribuição das atividades pedagógicas semanais, que estão sendo realizadas a domicílio, com acompanhamento dos pais ou responsáveis", completa.
Ana Carla Miziara, cuidadora da entidade, destaca que a distribuição acontece com escala de horários, dividido por turma. "É uma forma de evitarmos aglomeração de pessoas. Quando não podem buscar, a equipe leva nas residências, em todos os polos de Bauru", afirma.
CONSCIENTIZAÇÃO
Pelas redes sociais, a entidade ainda lançou uma campanha de conscientização sobre o uso de máscaras e a importância do isolamento social, chamada "Quem vê máscara, vê coração". A Apiece utiliza ainda a mensagem 'Fique em casa. Se precisar sair, use máscara", para motivar o uso. "Para divulgação, utilizamos fotos dos funcionários, familiares e alunos da Apiece", afirma Ana Carla.
Segundo a diretora, os profissionais da entidade têm trabalhado intensamente na confecção de máscaras de tecido para disponibilizar às famílias.
"Sabemos que o uso de máscaras e o isolamento social são os únicos preventivos contra a Covid-19, pois a ciência ainda não descobriu o remédio correto para combater efetivamente essa praga", conclui Catarina Carvalho.