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Corpus Christi não terá procissão

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Em razão da pandemia da Covid-19, a Igreja Católica terá de celebrar Corpus Christi, neste ano, de maneira diferente. A tradicional decoração das ruas com tapetes coloridos e a procissão com a presença dos fiéis precisou ser cancelada devido às exigências legais que proíbem aglomerações. A medida tem o objetivo de conter a disseminação do novo coronavírus.

Algumas paróquias, contudo, percorrerão ruas da cidade com Santíssimo Sacramento (hóstia magna que simboliza o Corpo de Cristo) em um caminhão. A data também marcará a retomada das missas presenciais em toda a Diocese de Bauru. A transmissão em redes sociais será mantida.

Pároco da Igreja São Cristóvão, o padre Marcos Pavan explica que, por conta das restrições legais, a missa campal tradicionalmente celebrada nas escadarias da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus não ocorrerá. Da mesma forma, também foi suspensa a procissão até a Catedral do Divino Espírito Santo, onde os fiéis receberiam a bênção final do bispo diocesano dom Rubens Sevilha.

"Com todos os cuidados sanitários necessários, cada paróquia terá seus horários de missas presenciais, que começam neste Corpus Christi. Algumas também farão o passeio com o Santíssimo, já que Corpus Christi é o único dia litúrgico em que o Santíssimo sai das igrejas", detalha.

RETOMADA DE MISSAS

Ainda de acordo com padre Marcos, a missa na Igreja São Cristóvão será às 17h. A paróquia também levará o Santíssimo para as ruas em um caminhão. Já na Catedral, as celebrações estão marcadas para as 7h30, 10h30 e 19h, sendo esta última presidida pelo bispo dom Rubens Sevilha.

A partir do dia 11, algumas paróquias já programaram um número maior de missas semanais, visto que a entrada de fiéis será restrita a 30% da capacidade das igrejas, até o limite de 100 pessoas. "Também iremos disponibilizar álcool em gel e orientar as pessoas, que deverão usar máscaras e manter o distanciamento", acrescenta padre Marcos.

Mesmo após a retomada das missas presenciais, ao menos até o final do período de limitação de acesso de fiéis nas igrejas, cada paróquia pretende manter ao menos uma missa com transmissão ao vivo pelas redes sociais, como já ocorre atualmente.

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