Tribuna do Leitor

Barbaridade, aqui e acolá...

José Misael Ferreira do Vale
| Tempo de leitura: 1 min

Na "terra brasilis", Colônia e Reinado,

os negros escravizados ficaram de lado. Objetos de trabalho constantes e diários, os negros caíram sob o jugo do "donatário". Não tiveram a oportunidade de Educação oferecida em escola pública de formação.

Neste país, republicanos de primeira água, como valor básico, criaram a escola primária, para todos, sem discriminação de cor e raça, em tempos de domínio político do ruralismo.

Ressabiados e matreiros os negros de outrora não ocuparam as carteiras e ficaram de fora, porque pobres, desvalidos, sós e sem agora.

A cultura negra não precisava da alfabetização numa escola do ler, escrever e calcular de então, necessária para a visão cultural branca de formação.

Miséria da população e Educação sem atração fizeram da escola pública um caso de negação pelo povo necessitado e carente de evolução.

Com isso, a cultura pátria ressentiu da quantidade, tão necessária dialeticamente do polo da qualidade.

Em outro país, a cultura negra sofreu com a luta direta numa guerra de secessão que abriu espaço para as reivindicações civis de negros e de outra tez.

A morte de Floyd reacendeu na sociedade de aço a questão da desigualdade que por lá ainda perdura.

Pelo mundo diante da riqueza desmedida e dura surgem bilhões de deserdados e miseráveis sem vez!

Como a civilização sairá de tão grande e difícil sinuca!

Comentários

Comentários