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Pichar estátuas

Paulo Boccato
| Tempo de leitura: 1 min

É fácil hoje jogar tinta em estátuas ou derrubá-las posando de moderninho politicamente correto (mas burrinho!), sendo mesmo mais complicado usar o cérebro e compreender a época dos fatos em seu contexto! Vejo em jornais e noticiários que fizeram isto (jogar tinta vermelha) em Milão, na estátua do jornalista, escritor e historiador Indro Montanelli, localizada no parque que também leva seu nome, tudo dentro da obtusa ondinha babaca que está varrendo uma outrora mais civilizada Europa dentro da agenda do revisionismo politicamente correto por aquelas bandas...

Conheci Montanelli (aproveitem os vídeos de suas entrevistas disponíveis no YouTube) e admirava sua inteligência e conhecimento histórico da Itália. Quanto ao motivo que levou os paladinos do politicamente correto a pichar um monumento público, explico que foram os próprios soldados (negros) áscaris, da Somália italiana colonial, alistados no exército italiano nos anos 30, que, honrando seu costume tribal milenar, escolheram entre as filhas e irmãs dos soldados a mais bela (uma menina) para ser a concubina do comandante do regimento, o jovem tenente Montanelli que, fidalgo, a aceitou para não ofender a seus homens, mas jamais a tocou!

Mesmo sendo apenas hoje uma estátua, o jornalista e historiador Indro Montanelli continua mais inteligente que seus jovens e ignorantes detratores da esquerda infantil, tais como os terroristas das Brigadas Vermelhas, que nos anos 70 atiraram em seu joelho no que ele, entre irônico e blasée, exclamou em uma entrevista sobre o ocorrido: 'Idiotas! Não sabem que o cérebro fica na cabeça e não no joelho?!'

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