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Capacete que pode evitar intubação é confeccionado e entregue à Saúde


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A Prefeitura de Bauru, por meio de Secretaria Municipal de Saúde, recebeu, nesta segunda-feira (15), a doação de 12 capacetes para tratamento de sintomas respiratórios da Covid-19. Os equipamentos serão destinados para os hospitais públicos da cidade e, em muitos casos, podem até mesmo evitar a intubação dos pacientes.

Trata-se de uma ação proveniente de parceria entre a empresa Plasútil, o Serviço Nacional Aprendizagem Industrial (Senai) e a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP).

Segundo o diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde, Paulo Pepulim, os capacetes serão usados em pacientes com sintomas respiratórios e que têm queda de saturação de oxigênio, ou seja, com redução do oxigênio circulando na rede sanguínea. "Eles vão se beneficiar com essa terapia porque não será necessário, na maioria dos casos, evoluir para uma intubação", explica.

USO PROLONGADO

O capacete possui uma interface para promover ao paciente o CPAP, sigla inglesa para Pressão Positiva Contínua nas vias aéreas.

Este procedimento é comumente realizado por uma máscara que faz pressão facial, mas, diferentemente do equipamento já existente, o capacete desenvolvido pelas entidades pode ser utilizado por um tempo prolongado. Isso porque ele não apresenta o perigo de necrose de tecido, que existe no uso da máscara tradicional, devido à pressão facial.

O secretário municipal de Saúde, Sérgio Henrique Antonio, agradeceu pela doação dos capacetes a aos idealizados e envolvidos no projeto. "A pandemia veio para mostrar a solidariedade, palavra-chave importante neste momento, por aqueles que não se negam a ajudar", salientou.

PROJETO

O capacete foi desenvolvido em parceria entre USP, Plasútil e Senai, em discussões de ajuste com a Secretaria de Saúde, para orientação da parte médica. Segundo um dos representantes do Senai, Erick Almeida Santos, "o projeto teve início através da ideia de alguns amigos (professores do Senai e da Plasútil) tendo como premissa ajudar o maior número de pessoas possíveis da cidade de Bauru que estejam com Covid-19".

A USP ajudou na parte técnica e na esterilização do material, além de ceder espaço para realização dos testes.

Os protótipos passaram por várias mudanças, como a troca dos aros por material mais leve, além do acréscimo de uma trava lateral, tornando mais fácil a esterilizar e desmontar. A empresa Lumelight também contribuiu com a solda dos equipamentos.

Conforme Gustavo Vidotto, da Plasútil, "um dos maiores desafios foi a parte de vedação do pescoço, pois não existe um padrão, surgindo a ideia de usarmos o bexigão, onde é possível fazer o ajuste para cada pessoa. Também junto com a equipe do Senai, construímos um sistema de alarme, que é ligado na entrada de oxigênio do capacete. Caso essa entrada seja interrompida, ele emite um aviso sonoro", explica.

ENTREGA

Estiveram presentes na entrega dos capacetes o secretário de Saúde, Sérgio Henrique Antonio; o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Paulo Pepulim; o diretor do Departamento de Unidades Ambulatoriais, Paulo Carlotto. Além do vice-coordenador do curso de Medicina da FOB/USP, Rodrigo Cardoso de Oliveira; e o professor Aguinaldo Nardi. Por parte do Senai, o diretor Ademir Redondo e os colaboradores Sidney José Laureano Soares, Erick Almeida Santos e Nilson Albino. Representando o Departamento de Automação da Plasútil, Gustavo Vidotto e Fábio Martins.

Também colaborou com o projeto a empresa Lumelight e as enfermeiras voluntárias Juceli Dias dos Santos e Patrícia Prudêncio.

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