Londres - Um estudo publicado nesta segunda-feira (15) na revista científica britânica Lancet estima que 22% da população mundial --1,7 bilhão de pessoas-- tem alguma doença que pode agravar o quadro clínico em caso de contágio pelo novo coronavírus.
O estudo combinou informações de faixa etária, sexo e local de origem de cidadãos de 188 países. Entre os resultados da simulação está a possibilidade de que cerca de 349 milhões de pessoas precisem ser internadas caso contraiam a doença.
O estudo aponta que 23% do total (1,7 bilhão) teria pelo menos duas doenças agravantes. Além disso, presume, com base em dados de pessoas infectadas pelo mundo, que homens têm 6% de chance de serem internados, o dobro em comparação com as mulheres (3%).
IDADE É COMPLICADOR
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), um dos principais fatores de risco para agravamento de quadro clínico é a idade. Quanto mais velho o paciente, maior o risco. O estudo também aponta que apenas 5% das pessoas com 20 anos ou menos têm alguma comorbidade. Entre os idosos com 70 anos ou mais, a chance de ter uma condição agravante sobe para 66%.
Quando ao risco de internação, os idosos, novamente, são os mais propensos, com 70% de chance de hospitalização entre os que têm mais de 70 anos.
O estudo compilou 19 publicações de diretrizes da OMS e mais de 60 estudos publicados na China, na Europa e nos EUA.