Um incêndio de grandes proporções destruiu um galpão da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) em Bauru, na tarde desta terça-feira (23). O prédio de aproximadamente 850 metros quadrados, que fica na quadra 50 da avenida Nações Unidas, foi completamente tomado pelas chamas e quase todas as mercadorias e bens dos permissionários foram consumidos.
O incêndio teve início por volta das 13h40 no galpão que fica nos fundos da Ceagesp. O local era constituído de 28 boxes, que armazenavam frutas e legumes, além de câmaras frias e pneus usados nos caminhões de 14 permissionários. Algumas empresas também mantinham escritórios ali e praticamente tudo - incluindo computadores e documentos - foi perdido.
Muitos distribuidores e produtores que alugavam os boxes choraram as perdas que tiveram. Eles relataram que o prédio, construído na década de 1980, não recebia manutenção há anos. A principal suspeita é de que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito, mas as circunstâncias da ocorrência só poderão ser esclarecidas com o trabalho da Polícia Científica, que esteve no local.
Como as atividades no galpão se encerraram ao meio-dia, não havia ninguém no prédio e, portanto, não houve registro de feridos. Porém, possivelmente pelo fato de o pavilhão estar fechado, os funcionários demoraram a perceber o início do fogo. Quando a fumaça foi notada, brigadistas da Ceagesp tentaram conter o incêndio, mas as chamas já haviam se alastrado.
"No local, havia muito papelão, muito plástico, além de caixas de madeira. Os pneus também dificultaram o combate ao incêndio", comenta o major Vitor Puato, subcomandante do 12.º Grupamento de Bombeiros. Ao todo, a operação mobilizou 31 bombeiros e 11 viaturas de Bauru, Jaú e Agudos, que contaram com o apoio da Brigada de Incêndio da Ceagesp, Polícia Militar, Defesa Civil e DAE.
RISCO
Por volta das 15h, o fogo foi controlado. Durante a etapa mais crítica, foram utilizados mais de 40 mil litros de água, mas o trabalho de rescaldo para debelar pequenos focos seguiu até a noite. "Como havia risco de queda da cobertura metálica, os bombeiros não puderam entrar no prédio e combater diretamente estes focos. Tivemos que abrir todas as portas e, por medida de segurança, apagar o fogo de longe", acrescenta. Em um dos lados do galpão, de fato, o telhado acabou cedendo parcialmente.
Os permissionários ainda conseguiram retirar os caminhões que estavam estacionados em torno do pavilhão, mas perderam quase tudo o que guardavam dentro do prédio. Só para o distribuidor Márcio Alexandre Ponce, que comercializa abacaxi, melancia e morango e alugava três boxes na Ceagesp, o prejuízo foi de cerca R$ 60 mil. "Pegou fogo nas mercadorias, no escritório. Não sobrou nada".
Já a permissionária Lucineia Marcato, que alugava sete boxes, onde armazenava 20 variedades de legumes, contabilizou perdas ainda maiores. "Somente a câmara fria custava R$ 100 mil. Tínhamos reformado o escritório há seis meses. Perdemos tudo", conta.