Um grupo de empresários de Bauru se reuniu, no final da tarde desta sexta-feira (26), para discutir a reclassificação da região para a fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo. Representantes dos segmentos de alimentação, bares, restaurantes, lojas de confecção e comércio de rua demonstram preocupação com o retrocesso. Conforme o JC noticiou, parte deles já havia se reunido nesta quinta-feira (25).
Muitos afirmam que não conseguirão sustentar as suas empresas por mais tempo e, com isso, precisarão demitir mais funcionários. João Carlos Toreto, diretor da rede Fried Fish, onde ocorreu o encontro, afirma que, nos próximos meses, as demissões podem chegar a 20 mil apenas em Bauru.
As empresas de comércio e serviços, segundo ele, serão as mais afetadas. "Para o empresário, é sempre difícil demitir. Muitas empresas estão com os contratos dos funcionários suspensos, só que, depois de um período, não vamos conseguir manter. E, assim, pode ocorrer demissão de um grande número de pessoas. Isso é muito ruim para a economia, não sabemos o quanto isso vai durar", avalia.
Para ele, a mudança da fase laranja para a vermelha, que passa a valer na semana que vem, complicou ainda mais a situação. "O Estado precisa mostrar os critérios para realizar essas mudanças. A nossa região não tem um número tão alto de casos e há leitos disponíveis. Entendo que não havia motivo para mudar para a fase mais crítica. Isso vai dificultar ainda mais", lamenta. Até segunda-feira (29), os empresários pretendem marcar uma nova reunião para discutir alternativas.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta afirma que vai seguir as determinações do Plano São Paulo e que os estabelecimentos poderão continuar funcionando por meio de delivery, drive thru ou entregas, mas sem a presença de clientes, em segmentos como lojas, restaurantes e bares.