O inverno traz o risco de aumento no número de casos de doenças respiratórias. Um dos motivos é o fato de as pessoas ficarem mais em ambientes com janelas e portas fechadas, como ônibus e cômodos de uma casa. "Quando há janelas abertas, as correntes de ar levam para fora os vírus e bactérias que ficam no ar quando uma pessoa tosse ou espirra. Se está tudo fechado, você fica respirando aquilo", explica o pneumologista do Hospital Samaritano de São Paulo Mauro Gomes.
É por isso, por exemplo, que doenças infecciosas, como a gripe e o resfriado, se alastram nesta época. E isso não tem a ver com andar menos agasalhado, tomar gelado ou caminhar descalço. "Para pegar um resfriado, é preciso ter o agente infeccioso, que é o vírus", diz o otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês Fausto Nakandakari.
Por outro lado, o tempo seco do inverno, somado à poluição, faz piorar o quadro de doenças alérgicas, como a rinite. Segundo Gomes, quem tem doença crônica, como asma, por exemplo, pode ficar com mais sensibilidade no inverno e passar mal, porque o tempo seco irrita e inflama as vias aéreas.
Para quem tem doenças crônicas, a melhor prevenção, segundo o pneumologista, é tratar esse mal durante todo o ano, para evitar crises no inverno desencadeadas por essa irritação. Vacinas - tanto da gripe quanto da pneumonia - são recomendáveis. "Mas a vacina da pneumonia é de uma dose só. Não precisa repetir todo ano, como na da gripe". diz Gomes.
O pneumologista diz que também há formas menos desconfortáveis de encarar as baixas temperaturas. Uma delas é, para o caso de olhos irritados, aplicar até duas gotas de soro fisiológico em cada um. No nariz pode-se aplicar um conta-gotas cheio de cada lado.