Tribuna do Leitor

É pra valer o Renda Brasil?

Paulo Panossian
| Tempo de leitura: 1 min

Está mais do que na hora de esse governo mostrar serviço. Agora, o ministro Paulo Guedes diz que vai apresentar o programa Renda Brasil, para substituir o Bolsa-família. E que terá um benefício médio de R$ 232,31 ou mais R$ 42,00 (ou 1/5 quilo de acém) sobre o benefício médio já existente de R$ 190,16. E a um custo de R$ 51,7 bilhões (Bolsa-Família custa R$ 32 bilhões ao ano), que poderá beneficiar 57,7 milhões de pessoas, incluindo os 41 milhões já beneficiários do Bolsa-Família.

Neste caso, o Renda Brasil parece ser mais uma jogada de marketing do que um programa inovador e eficiente de combate à pobreza. Mesmo porque esse contingente de 57,7 milhões de pessoas já recebem algum tipo de benefício.

E como ficam os outros 60 milhões, hoje atendidos pelo auxílio emergencial de R$ 600,00? Que esta pandemia da Covid-19 escancarou de vez à nossa sociedade e a classe política a vergonha de termos ainda no País milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza ou literal miséria.

Lógico que esse debate é oportuno e inadiável para se encontrar um caminho sustentável e robusto de programa social. Mas não pode ser um programa que se desenha para esconder a realidade, ou como maquiagem, só para melhorar a popularidade derretida do inapto Jair Bolsonaro.

Já que não se brinca com a pobreza, assim como o presidente que se diz cristão brinca com a tal da gripezinha da Covid-19, que caminha para os dolorosos 70 mil óbitos no País.

Mesmo porque, esse governo soberbo e avesso ao diálogo republicano precisa convocar especialistas da área para um debate adulto e eficiente, que viabilize inclusive recursos, para um programa inovador que dê um mínimo de dignidade a esses milhões de irmãos brasileiros...

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