Com a expansão da ciência no século 20 muito se pensou que a humanidade ficaria isenta da superstição. Por muitos séculos a superstição influenciou maciçamente os povos. Mas ao contrário do que muitos intelectuais esperavam, a superstição não findou-se com a chegada da modernidade. Agora, em pleno século 21, as pessoas ainda continuam presas a alguma forma de superstição, coisas como pé de coelho, figas, dente de alho, dente de leite do filho, fitas no braço e no carro, ferraduras, arrudas, imagens de Buda, Bíblia aberta no Salmo 91, dólar na carteira, moeda da sorte, consulta aos astros, tarôs e búzios, medo do azar do mês de agosto, mau olhado, nunca entrar com o pé esquerdo, aquela gravata da sorte, rezas, velas, talismãs, cristais, pêndulos, pirâmides, ocultismo, feitiçaria, esoterismo, vodu e etc - a prática da superstição pode até intencionar usar Deus, anjos e demônios como se fossem o gênio da lâmpada.
Milhares de pessoas até mesmo vistas como "intelectualizadas" vivem presas a alguma forma de superstição. Vê-se, pois, que a sedução da superstição atinge todas as camadas sociais. Nem o avanço tecnológico foi capaz de deter a superstição diante da necessidade de êxito e proteção na vida. Em geral os dicionários dizem que superstição é o "sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres e a confiança em coisas ineficazes; crendice; apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa chamada mística".
A raiz de todo problema se encontra no fato das pessoas viverem independentes de Deus, o criador. Por mais que as pessoas neguem a existência de Deus, o coração humano é naturalmente inclinado a esfera espiritual da existência. Platão narrou a alegoria chamada Mito da Caverna, onde os homens que estavam no interior da caverna achavam ser a realidade ali dentro, mas o que enxergavam era apenas sombras da realidade; o que viam era apenas uma aparência da realidade. Nesse sentido o apóstolo Paulo afirmou que os rituais religiosos praticados pelos homens são apenas sombras da realidade, e que a realidade encontra-se em Cristo (Colossenses 2.17). Logo, na proporção que o homem se desvia do Deus verdadeiro, ele se inclina à superstição em sua predisposição á coisa mística diante da incerteza da vida. Então a superstição é a fé desviando-se de seu curso natural que é Deus. A raiz da superstição está no fato de o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, feito para sua glória, recorrer a objetos e fórmulas aparentemente mágicas a fim de resolver seus próprios dilemas, sem levar em conta o seu Criador.
Leia o texto bíblico de Romanos 1.18-25 - Perceba que a existência de Deus já é conhecida pela humanidade frente a criação; mas pela curiosidade e anseio do desconhecido as pessoas recorrem as práticas da superstição. Se ao menos comparassem as instruções oferecidas no mercado da superstição encontrariam no mínimo respostas de duplo sentido, conflitantes e antagônicas entre si. Então será que vale a pena traçar o rumo de sua vida baseado em suposições supersticiosas? Onde está Deus na história da sua vida? Em quem devemos confiar: No Criador infalível que nos mantem em vigor ou nas coisas falíveis, inventadas e ocultas que podem representar um grande perigo? O ser humano crente na superstição se torna presa fácil do sofrimento. A recomendação bíblica é clara: "Não buscarás nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lançará de diante de ti. O SENHOR teu Deus não permitirá tais coisas" (cf. Deuteronômio 18:9-14). Algumas dessas práticas até podem parecer inocentes, mas são terrivelmente nocivas.
Somente Deus pode satisfazer os anseios humanos de paz, alegria, segurança e eternidade. Deus não nos promete um mar de rosas, nem mesmo seu Filho Jesus viveu em um mar de rosas, mas a Bíblia diz que Deus não nos abandonará em nenhum momento: "Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações" (Salmo 46:1). Isso revela o amor de Deus que nenhuma superstição pode substituir. Jesus nos garantiu: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. (…) Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:32, 36). Liberte-se da superstição; entregue sua vida aos cuidados de Jesus, aquele que é o único "caminho, a verdade e a vida" (João 14:6).