A Câmara Municipal voltou a cobrar, na sessão ordinária de ontem, a compra de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede particular. A ocupação dessas vagas no Hospital Estadual (HE) alcançou a capacidade máxima nos últimos dias. Nesta quarta-feira (15), o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) vai até São Paulo pedir a abertura de dez leitos de UTI no Hospital das Clínicas (HC).
Mesmo assim, na avaliação da Câmara, é preciso ter a garantia de uso de leitos privados, caso seja necessário. O vereador Sandro Bussola (PSD) apresentou projeto de lei para autorizar a compra de vagas particulares pelo município. A proposta pode ir para votação na semana que vem. "O contrato com a rede privada precisa acontecer", disse.
O vereador Coronel Meira (PSL) destaca que há um parecer do Jurídico da prefeitura limitando o pagamento a R$ 1.600,00 diários por vaga de UTI. Porém, o custo pode chegar a R$ 4.200,00, conforme a complexidade do caso. "Faltou bom senso ao procurador que deu esse parecer. Estamos falando de vidas, as pessoas têm direito a saúde", afirmou.
CHAMAMENTO
Ao JC, o prefeito Gazzetta afirma que assinou ontem o chamamento público para o credenciamento de empresas privadas para o fornecimento dos leitos. Contudo, ressaltou que o preço máximo é de R$ 1.600,00 diários por leito, preço da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), o que pode dificultar a negociação.
Ele disse ainda que pode aproveitar o projeto da Câmara, se este for aprovado. "O nosso grande problema é o preço. Não podemos pagar acima da tabela do SUS", frisou. "E primeiro temos que acabar com todas as possibilidades de internação na rede pública", comentou. Além do HE e da possibilidade de dez vagas de UTI no HC, os pacientes de Bauru podem ainda ser transferidos para hospitais de Botucatu, Jaú, Lins, Promissão e Avaré, que fazem parte do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), na divisão do Estado.