No País, o professor Gonzalo Vecina Neto cita que o setor privado de saúde gasta, em média, R$ 3.500,00 ao ano por paciente, enquanto o sistema público desembolsa apenas R$ 1.500,00 anuais. Na comparação com os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele explica que o Brasil também fica atrás.
Na média, estes países investem entre 10% e 15% do Produto Interno Bruto (PIB) em saúde, enquanto o Brasil empenha 9,5% do PIB. E, na Europa, entre 70% e 80% do total de gastos são direcionados à saúde pública. Em território nacional, o índice não passa de 45% - o percentual restante é oriundo de planos de saúde e ou de gastos particulares (do bolso dos pacientes).
"Considerando o exemplo dos países europeus, teríamos de dobrar o financiamento para melhorar a assistência de saúde", frisa.
Ainda de acordo com Vecina Neto, o Brasil financia, já levando em conta os reforços advindos da pandemia, o equivalente a somente um terço do número de leitos de UTI considerado ideal. "Hoje, temos nove leitos por 100 mil habitantes, enquanto deveríamos ter de 27 a 30 leitos por 100 mil. E isso em condições sanitárias consideradas normais", completa.