Regional

Professor desaparecido é achado morto

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Garça - O corpo do professor Marcelo Ferreira da Rocha, 38 anos, que estava desaparecido desde a noite do último sábado (25), foi encontrado na manhã desta segunda-feira (27), com perfurações causadas por faca no tórax e no rosto, em uma área de mata às margens da estrada que dá acesso à Estação de Tratamento de Água de Garça (70 quilômetros de Bauru). Jovem de 23 anos confessou o crime e está preso.

O professor saiu de casa no sábado, sem o aparelho celular, por volta das 21h. No mesmo dia, por volta das 23h, populares encontraram o veículo dele abandonado, com a chave no contato, na altura do quilômetro 15 da rodovia Prefeito Francisco de Assis Bosquê (SP-349), que liga Garça à Alvaro de Carvalho. A Polícia Militar Rodoviária foi acionada e o carro foi entregue a familiares de Rocha.

Segundo o delegado Gustavo Danilo Pozzer, no domingo à tarde, a Polícia Militar (PM) apresentou boletim de ocorrência na delegacia comunicando o desaparecimento do professor e as investigações tiveram início. "Na manhã de domingo, familiares abriram notebook da vítima e viram que ela tinha conversado com indivíduo e combinado de se encontrar com ele no sábado à noite", revela Pozzer.

Após solicitar perícia no veículo de Rocha e apreender o notebook dele, o delegado conta que policiais civis foram até a casa do homem com quem ele teria marcado de se encontrar, mas ele não estava. "Conversei com familiares dele e disse que seria interessante que ele manifestasse a sua versão dos fatos porque ele teria sido a última pessoa com quem o desaparecido teve contato", diz.

De acordo com Pozzer, o suspeito, E.M.M., de 23 anos, apresentou-se ontem de manhã na delegacia. "Ele acabou admitindo ter matado a vítima, mas disse que foi legítima defesa. Ele diz que se encontraram, teve um desacordo, houve uma briga e a vítima estaria com uma faca. Segundo o autor, ele conseguiu desarmar a vítima, acabou dando facadas nela e se evadiu com o veículo", narra.

Por indicação dele, o corpo do professor foi encontrado e levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico. A faca usada no crime foi apreendida. A pedido do delegado, E.M.M. teve a prisão temporária por trinta dias decretada. Ele irá responder por homicídio qualificado (motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa da vítima), furto (R$ 60,00 que estava no carro) e ocultação de cadáver.

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