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Uma a cada quatro chamadas para o Samu envolve dúvidas sobre Covid

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A pandemia da Covid-19 gerou uma nova demanda para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Atualmente, o esclarecimento de dúvidas e prestação de informações sobre o novo coronavírus respondem por um a cada quatro chamados recebidos pelo órgão na região de Bauru.

De acordo com dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, das 17.145 ligações que as equipes do Samu Regional atenderam entre 1 de março e 17 de julho, 4.372 - o equivalente a 25,5% do total - foram feitas por pessoas que desejavam receber orientações sobre a doença, cujo tratamento e sintomas ainda geram muitas dúvidas, até por não serem completamente conhecidos pela Ciência. Os números abrangem os atendimentos realizados nos 16 municípios de atuação do serviço.

"Basicamente, são ligações para orientações sobre a Covid, para saber qual medicamento é utilizado, se existe vacina ou não, informações sobre drive trhu de testagem, os cuidados a serem tomados pelas pessoas que fazem parte do grupo de risco. Há muita curiosidade", descreve o médico Guilherme Trípoli, diretor do Samu Regional.

Ele explica que, em sua maioria, os pedidos de ajuda vêm de pessoas que sequer apresentam sintomas da doença. Já os chamados para situações graves, que demandam o deslocamento de viatura para socorrer uma pessoa doente, são raros.

"Entre os sintomáticos que são diagnosticados com Covid, é mais comum recebermos ligações de pessoas que estão em tratamento em casa. Esta, inclusive, é uma orientação da Vigilância Epidemiológica: para que estes pacientes liguem para o Samu em caso de dúvida ou diante da piora do estado de saúde", pontua.

AUMENTO DE LIGAÇÕES

O suporte passou a ser oferecido pelo número 192, opção 2, desde o início da pandemia, no final de março. Ainda naquele mês, o Samu Regional registrou 1.298 chamados específicos sobre a Covid-19 - a maior média mensal contabilizada até agora.

As estatísticas da Secretaria Municipal de Saúde também revelam que a média de ligações diárias recebidas pelo Samu aumentou 14,5% entre março e julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Por outro lado, as regras de isolamento estabelecidas para conter a pandemia, embora não respeitadas por todos, levaram à redução das chamadas telefônicas que envolvem outras demandas que não a Covid-19.

"Tivemos, sim, uma redução, por exemplo, do número de acidentes. Mas, diante das circunstâncias que estamos atravessando, o número ainda é alto", pondera Trípoli. Segundo ele, atualmente, cerca de 60% dos deslocamentos de viatura do Samu correspondem a atendimentos de casos clínicos e os 40% restantes a casos de trauma - especialmente acidentes de trânsito e quedas.

Em relação aos contatos telefônicos relacionados a demandas alheias à Covid-19, a redução foi de 24,8% entre março e julho de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o acionamento de viaturas sofreu decréscimo de 27,1%.

 

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