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A solidariedade como aprendizado

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

Há mais de quatro meses que a vida passou por uma reviravolta. A grande maioria de nós nunca imaginou que fosse enfrentar uma situação tão complicada por conta de um vírus que se espalhou rapidamente por todo o mundo. Uma situação inusitada que muita gente se nega a aceitar, não acredita e finge que não é com ela, mesmo com tantas mortes que acontecem diariamente. Muito triste para as famílias que estão perdendo seus entes queridos e que entram para as estatísticas, apenas como mais um número.

Há quem diga que a humanidade vai mudar com essa pandemia, mas infelizmente, não é isso que tem acontecido. Enquanto as pessoas comuns tentam sobreviver a qualquer custo, ajudando uns aos outros, se virando para sustentar as famílias, alguns administradores e outros tantos empresários não dão o exemplo. Investigações de corrupção pipocam por todos os lados, principalmente entre governadores e prefeitos que aproveitam a situação e usam seus cargos para roubar a população. E muita gente comum também aproveita para tentar levar vantagem.

Como tudo na vida tem dois lados, há também que se tirar algo de bom de toda essa confusão. E o que se vê, é a solidariedade aflorando em todos os níveis. Bauru é a prova disso. De uns meses para cá, o desemprego aumentou e a necessidade das pessoas de baixa renda praticamente dobrou. No entanto, acontece uma corrente solidária com vários grupos batalhando para socorrer essa população mais necessitada. Muita gente que não sabia como ajudar, descobriu uma forma de contribuir, seja com a doação de alimentos ou dinheiro para ser revertido em alimentos. Empresários pequenos ou grandes também estão doando para esses grupos que fazem chegar comida a quem precisa.

É gratificante saber que a população bauruense é solidária. Se a pobreza já era uma realidade, essa pandemia fez aumentar muito o número de famílias que estão sem renda, ou apenas com um auxílio do Governo, que não é suficiente para todas as despesas. Por isso é importante a união. Se você ainda não sabe como ajudar, basta procurar nas redes sociais, os vários grupos que estão atuando na cidade. Ou então, descubra se o seu vizinho não está precisando de ajuda. As pessoas podem não mudar, mas as ações, quem sabe, vão servir para que cada um se torne um pouco melhor.

A autora é jornalista, colaboradora de Opinião

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