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Em 2035, população começa a encolher

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

As projeções da Fundação Seade revelam que, por volta de 2035, a população de Bauru vai parar de crescer e iniciar um movimento de encolhimento. A expectativa é de que o pico populacional seja algo próximo a 374 mil habitantes, a ser alcançado dentro dos próximos 15 anos.

Atualmente, de acordo com estimativa do Seade, o município conta com 364.225 habitantes, total que já terá reduzido em 2050, quando o contingente populacional esperado é de 357.488 moradores. Segundo a demógrafa e gerente de Demografia da instituição, Bernadette Waldvogel, a projeção tem influência direta da queda do número de nascidos vivos na cidade.

"Para manter a população em um número estável, é necessário que cada casal tenha pelo menos dois filhos. Mas, hoje, a taxa de fecundidade já está abaixo do nível de reposição. Por isso, a tendência geral é de redução da população. Porém, embora o estudo seja bem detalhado e analítico, o prazo é uma estimativa: pode ser que ocorra um pouco antes ou um pouco depois", observa.

IDADE

O professor de geografia Mauricio Tadeu Leal acrescenta que, apesar de a cidade provavelmente regressar, dentro de 30 anos, a um volume populacional semelhante ao de hoje, o padrão etário será completamente diferente. "Teremos um número muito maior de pessoas acima de 60 anos", pontua.

A expectativa é de que este grupo de moradores seja formado por 119.970 pessoas em 2050, o equivalente a um terço da população projetada para o ano. Hoje, eles equivalem a 17% do total de habitantes.

Professora de história, Sonia Maria Mozer pondera, contudo, que uma grande parcela destes idosos permanecerá ativa, seja no trabalho ou no convívio social. "Há 50 anos, uma pessoa da minha idade, 73 anos, já estaria descartada pelo mercado de trabalho e pela própria sociedade. Hoje, com o idoso permanecendo saudável por mais tempo, a sociedade vem entendendo que o saber e a experiência adquirida por ele têm valor. Ou seja, a população está envelhecendo, mas não com o mesmo entendimento de velhice que se tinha antigamente", completa.

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