Internacional

Chefe da OEA tira brasileiro de comissão de direitos humanos

FolhaPress
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Washington - O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, decidiu não renovar o mandato do brasileiro Paulo Abrão, secretário executivo da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), abrindo uma crise no órgão que se dedica ao monitoramento e à proteção de direitos humanos nas Américas.

A CIDH, órgão da OEA, mas que possui autonomia, divulgou uma nota de repúdio nesta terça-feira (25) afirmando que a independência da comissão foi ferida por Almagro, que não respeitou a decisão unânime de seus membros de reeleger Abrão para seguir no cargo.

O secretário-geral da OEA, por sua vez, justifica a decisão com base em um relatório que traz dezenas de denúncias trabalhistas contra o brasileiro.

Doutor em direito, ex-secretário-executivo do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul e ex-presidente da Comissão da Anistia no Brasil, Abrão está no cargo da CIDH desde agosto de 2016. A renovação de seu mandato para o período de 2020 a 2024 foi decidida durante uma sessão do órgão que ocorreu no México nos dias 8 e 9 de janeiro.

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