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Após polêmica, escoteiros e prefeitura discutem nova sede

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A prefeitura e o Grupo Escoteiro Guia Lopes discutem a concessão de uma nova área para ser a sede da entidade. Localizada hoje na quadra 4 da rua Maceió, na Vila Cardia, a matriz do grupo recebeu intervenções, nesta quarta-feira (26), porque os fundos do terreno onde está localizada fica no trajeto da obra de construção das marginais da Marechal Rondon. 

Após reunião com secretários e outras autoridades, ontem à tarde, o presidente da entidade, Luan Chimbo, disse que o grupo estudará novas áreas com a prefeitura para renovar a concessão com o município e construir outra sede.

"O secretário Sidnei Rodrigues, da Obras, se comprometeu a nos ajudar a encontrar um espaço adequado em 30 dias", comenta Luan.

Prestes a completar 57 anos de existência em Bauru, o grupo Escoteiro Guia Lopes viveu 28 anos no endereço da Vila Cardia. "É triste ter que deixar a sede. São muitas memórias. Mas construiremos uma nova história na nova sede, se Deus quiser", comenta Luan.

INTERVENÇÃO

A reunião no gabinete ocorreu como forma de conter a crise instaurada após uma intervenção nos fundos da sede, com corte de árvores. O grupo afirma que a obra, realizada ontem pela manhã, não teve seu consentimento, mas diz que foi feita sob a chancela da prefeitura.

Um cadeado foi quebrado e parte de um alambrado destruído para o corte de algumas árvores que ficavam em um bosque aos fundos da entidade.

A área onde está a construção da sede é da prefeitura e está cedida ao grupo, mas a parte do bosque, que recebeu a intervenção, é do Estado.

"O prefeito nos disse que essa intervenção para a obra das marginais ocorreria só em setembro. Agora, o local ficou sem segurança e vulnerável", reclama Luan.

Em razão da pandemia, o grupo tem mantido apenas atividades online, mas a sede recebe limpeza e visita periódicas.

Durante a reunião de ontem, Sidnei Rodrigues também entrou em contato com o engenheiro da obra, que se comprometeu a recolocar a parte do alambrado danificado.

Com cerca de 100 associados, a maioria crianças e jovens, o Guia Lopes aguarda, desde 2016, a renovação da cessão da área na qual sua sede foi construída ou a disponibilização de outro espaço público para as atividades do grupo, que é considerado de utilidade pública.

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