Los Angeles - Neste sábado, o mundo das celebridades amanheceu perplexo com a morte do ator e diretor Chadwick Boseman, que interpretou o Pantera Negra nos cinemas. Ele morreu nesta sexta-feira (28), aos 43 anos, devido a um câncer de cólon. Ele lutava contra a doença havia quatro anos. O câncer de intestino ou colorretal abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamado cólon e no reto (final do intestino e no começo do ânus) e ânus.
Em todo mundo, esse é o terceiro tipo de câncer mais comum, e representa 10 % de todos os novos casos da doença em geral. Uma das particularidades desse tumor é que ele é mais frequente em regiões mais desenvolvidas, como a América do Norte, Europa e Oceania. Mesmo no Brasil, as maiores taxas de incidência estão no Sul e no Sudeste.
A condição está fortemente ligada a hábitos alimentares, por isso é um câncer que pode ser prevenido. O próprio exame de colonoscopia, indicado para diagnóstico e rastreamento, também possui um caráter preventivo -quando pólipos são encontrados, eles podem ser removidos antes de evoluir para um tumor maligno. Além disso, a doença costuma evoluir lentamente, o que favorece o tratamento do câncer.
SINTOMAS
Na maioria dos casos, o câncer colorretal é assintomático no início. À medida que progride, podem surgir manifestações como: Presença de sangue ou muco nas fezes; Fezes escuras ou em forma de fita; Anemia; Cólicas abdominais; Dores ou sangramento ao evacuar; Sensação de empachamento, entre outros.
COMO SE MANIFESTA
A extensa maioria dos cânceres de intestino são adenocarcinomas, ou seja, têm início na mucosa que reveste o interior do intestino. A maior parte dos tumores começa com pequenas lesões benignas chamadas de pólipos, espécies de verrugas que aparecem na mucosa. O cólon e o reto são as partes que compõem o intestino grosso.
A maior parte dos nutrientes é absorvida antes de chegar nele, no intestino delgado, região em que o surgimento de um câncer é mais raro. "No intestino grosso o conteúdo passa mais devagar, por isso o risco é maior", justifica Samuel Aguiar Junior, médico especialista em cirurgia oncológica do A. C. Camargo Cancer Center.
FATORES MODIFICÁVEIS
- Ingestão excessiva de carnes vermelhas, principalmente as processadas: o mecanismo de ação seriam os compostos carcinogênicos gerados durante o processamento (para virar salsicha, bacon, presunto etc) ou quando a carne é submetida a altas temperaturas (como assar, fritar ou grelhar). Por excesso, entenda-se mais de cinco vezes por semana, ou uma média superior a 100 gramas por dia.
- Dietas pobres em frutas, legumes e verduras: vegetais são ricos em antioxidantes e fibras, que têm papel protetor contra a obesidade e o câncer.
- Obesidade abdominal: a condição envolve reações hormonais e inflamatórias que aumentam o risco de câncer.
- Sedentarismo: a prática regular de exercícios combate a obesidade.
- Fumo: o tabaco também já foi relacionado ao câncer colorretal.
- Consumo excessivo de álcool: homens que ingerem mais de 14 doses de bebida alcoólica por semana, bem como mulheres que bebem mais que sete doses por semana, têm risco mais alto de ter esse e outros tipos de câncer.