Internacional

Índia e China voltam a trocar acusações

FolhaPress
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Nova Déli - A Índia e a China voltaram a se acusar de promover ações militares provocativas ao longo da fronteira disputada entre os dois países na cordilheira do Himalaia.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores em Nova Déli, os indianos tiveram de reforçar posições defensivas em quatro picos na região próxima ao lago de Pangong.

"O lado indiano evitou essa tentativa unilateral de alterar o status quo", disse em nota o porta-voz da pasta, Anurag Srivastava. A China negou a ação, e falou em "provocações flagrantes" de militares do vizinho na região.

VIOLAÇÃO

A porta-voz da chancelaria Hua Chnying afirmou que os movimentos indianos na segunda (31), que ocorreram em outros pontos da fronteira, "violaram grosseiramente a soberania territorial da China e os acordos relevantes" sobre as áreas em disputa.

A troca de acusações é o mais recente episódio de uma crise que ressurgiu neste ano, que tem preocupado analistas militares acerca do risco de um embate entre as duas potências nucleares.

Ambos os países são milenares, e suas fronteiras mudaram muito ao longo da história. Desde a independência indiana (1947) e do estabelecimento da ditadura comunista chinesa (1949), houve disputas acentuadas.

Os quase 3.500 km de fronteiras mútuas, boa parte nos picos gelados do Himalaia, têm pontos chamados linhas de controle, em que há presença militar de lado a lado. De tempos em tempos, conflitos pontuais irrompem.

O mais recente ocorreu em junho, quando uma escaramuça com paus e pedras resultou em pelo menos 20 indianos e um número incerto de chineses mortos, o mais grave incidente em 53 anos.

 

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