Rio de Janeiro - Uma troca de e-mails interna no Flamengo mostra que o clube sabia de problemas nas instalações elétricas no CT Ninho do Urubu nove meses antes do incêndio que causou a morte de dez garotos, em fevereiro do ano passado. Na comunicação entre um gerente e outros funcionários rubro-negros, incluindo um diretor, há colocações como "grande risco" e "atendimentos emergenciais".
CONTEÚDO
As mensagens que abordavam o risco de incêndio no Ninho foram trocadas a partir de 11 de maio de 2018 e se referem à visita de um técnico às instalações do CT no dia anterior.
O técnico fez um relatório, enviado a vários diretores em que alertava a necessidade de atendimentos emergenciais de alguns pontos: quadro elétrico (poste ao lado do refeitório), disjuntores e fiação no jardim, quadro elétrico atrás do alojamento da base", diz o e-mail.
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que move ação contra o Flamengo junto como o Ministério Público do Estado, afirma que "esses documentos são a prova inconteste da responsabilidade do clube, e serão anexados à ação coletiva. A Defensoria Pública continuará buscando a reparação integral dos danos causados pela tragédia no Ninho do Urubu".
Na troca de mensagens a diretoria dizia, inclusive, que os reparos não seriam feitos porque o local seria demolido, para dar lugar a outro centro de treinamento.
Os e-mails foram publicados pelo portal Uol. A assessoria do Flamengo, que informou que não iria se manifestar.