Responsável por abastecer até 140 mil bauruenses ou 35% da população local, o Rio Batalha atingiu, na tarde desta segunda-feira (14), o menor nível deste ano: 2,36 metros. O ideal, de acordo com o DAE, seria que o índice chegasse a 3,20 metros. Para piorar, o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), órgão vinculado à Unesp, não prevê chuva, pelo menos, até domingo (20) (leia mais abaixo). A estiagem fez, inclusive, com que a autarquia decidisse adotar, a partir desta quarta-feira (16), o sistema de rodízio de abastecimento nos bairros atendidos pelo manancial.
Conforme o JC já noticiou, a medida visa minimizar os efeitos da menor produção da água distribuída pelo Batalha. O rodízio começará a partir da meia-noite de amanhã, com duração de 24 horas. O sistema será alternado entre os bairros da região da Vila Falcão e da área do Centro/Altos da Cidade (veja o quadro).
A autarquia complementará o abastecimento dos bairros que recebem água do Batalha com caminhões-pipa. Os veículos poderão ser solicitados através do 0800-771-0195, que aceita ligações apenas de telefone fixo, ou (14) 3235-6140 e (14) 3235-6179, para quem acionar o DAE via aparelho celular.
A última vez em que Bauru teve rodízio foi na crise hídrica de 2014. Naquela época, o Batalha bateu o recorde histórico de menor nível: 1,20 metro.
Em outras ocasiões, a cidade passou por racionamento, quando uma das bombas é desligada, mas não há escolha entre a região que receberá a água.