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Sinceramente sincera

Rosana Poli
| Tempo de leitura: 2 min

Você conhece a origem da palavra "sincera"? A palavra foi inventada pelos romanos. Eles fabricavam vasos usando uma cera especial. Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos tornavam-se transparentes.

Para os romanos, "Sine cera" queria dizer "sem cera", uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado. O vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado. Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, ou dissimulações.

Segundo o escritor Malba Tahan, "o sincero, à semelhança do vaso, deixa ver através de suas palavras os sentimentos de seu coração, seja na alegria, na tristeza, na raiva, na indignação".

Portanto, sincera é uma palavra confiável. Mas também é uma palavra que pode "escandalizar". Para Martha Medeiros, a sinceridade "destrói castelos de areia". É a realidade sem anestesia. Ela não estimula reticências, não teatraliza as relações humanas e não falsifica impressões.

Mas, para ser sinceramente sincera, você tem que ter coragem! Quando falamos o que realmente pensamos, valorizamos a paz. Descobrimos a nossa vontade, o nosso agir, o nosso pensar e não conseguimos mais caber onde não nos sentimos bem e ouvir aquilo que não nos agrada.

Ou seja, aceitamos a hora de ir e, sinceramente, abrimos a porta para quem deseja sair… Essa é a hora que aprendemos, entendemos e respiramos aliviados sabendo que o mais importante é sentir a paz que vem da alma e do coração...

Então, se você quiser deixar alguém perplexo, fale a verdade! Claro que existem muitas "verdades" que podem escandalizar, machucar, impressionar. Mas, ser sincera é a melhor maneira de mostrar realmente quem você é! Sem filtros. E chega uma fase na vida da gente, quando adquirimos mais sabedoria, que o que importa é ser "escandalosamente sincera"!

Eu mesma já paguei por ser muito sincera durante toda minha vida, mas vale mais a pena falar a verdade do que "trair nosso campo físico". A sinceridade, às vezes, nos amedronta, mas também nos liberta!

Como diz o padre Fábio de Melo, "mais vale o desconforto da verdade que a comodidade de uma mentira".

 A autora é jornalista, mestre em comunicação midiática pela Unesp Bauru

 

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