A Kawar, empresa de engenharia, estava se preparando para sair de um coworking e alugar um espaço maior quando a pandemia chegou. Como a empresa faz projetos de refrigeração para o varejo, segmento paralisado na crise, o home office foi adotado como forma de cortar custos e manter a equipe. Mas o primeiro trimestre da mudança não foi fácil, conta Eduardo Hiroshi Funabashi, 36, dono. "Tivemos que fazer reunião com muita frequência. Foi preciso transformar a cultura da empresa." Hoje, os sete funcionários usam um novo sistema que permite, por exemplo, que uma mensagem seja disparada aos envolvidos em uma tarefa quando ela é finalizada. "Quando eles perceberam que a gente conseguia ganhar eficiência com a automação, isso minimizou a ansiedade. Além disso, agora a pessoa se sente confortável em cumprir as atividades no melhor horário para si", diz Eduardo. O aumento na produtividade foi de cerca de 40%, o que foi fundamental na decisão de adotar o home office. Até o modelo ser estruturado, porém, um funcionário teve de ser desligado porque não se adaptou, conta Eduardo. Nem todo mundo consegue ter um bom rendimento nesse regime, diz Luciana Lima, professora de estratégia de pessoas do Insper. "Quando o funcionário começou nesse emprego, antes do coronavírus, ele buscava um tipo de troca que se transformou. Às vezes, o melhor para ele é estar em uma organização com modelo híbrido", diz.
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