Internacional

Protestos antirracismo retomam força

FolhaPress
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Nova York - Milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades dos Estados Unidos na noite de quarta-feira (23) protestar contra a decisão da Justiça de processar somente um dos três policiais envolvidos na morte de Breonna Taylor.

Multidões de diferentes tamanhos se reuniram em Nova York, Washington, Atlanta, Chicago e Portland. Nessa última, manifestantes atacaram um prédio da polícia e foram dispersados com bombas de gás.

Em Louisville, Kentucky, cidade de Breonna, milhares de pessoas foram às ruas e dois policiais foram baleados em meio aos atos. Os protestos continuaram nesta quinta-feira (24). 

Enfermeira negra, Breonna foi morta no corredor de seu apartamento durante uma operação policial de combate ao tráfico de drogas. 

Uma decisão do juri, anunciada na quarta (23), definiu que os três policiais que atuaram naquela operação não serão processados pela morte. Um deles, Brett Hankison, foi indiciado pela acusação de expor os cidadãos a risco injustificado, pois atirou contra uma janela e uma porta que estavam fechadas. Ele foi demitido.

Após o anúncio, manifestantes foram às ruas em Louisville, cidade de 600 mil habitantes. Forças policiais foram mobilizadas, e houve prisões durante a tarde.

ENTENDA O CASO

Breonna, 26, foi baleada cinco vezes no corredor de seu apartamento por policiais que executavam um mandado de busca em uma investigação relacionada a tráfico de drogas.

Os policiais que arrombaram a porta de Breonna logo após a meia-noite de 13 de março tinham um mandado de busca e apreensão. O mandado fazia parte de um caso que envolve o ex-namorado da jovem, Jamarcus Glover, acusado de comandar uma rede de tráfico de drogas.

Na noite da operação, Breonna estava no apartamento com seu namorado, Kenneth Walker. Ele disse que os dois não sabiam quem estava à porta. Como os policiais não atiraram primeiro -foi o namorado de Breonna que abriu fogo; ele disse que confundiu a polícia com intrusos-, juristas achavam improvável que os oficiais fossem indiciados. 

Dois oficiais, o sargento Jon Mattingly e o detetive Myles Cosgrove, reagiram aos tiros na direção do namorado de Breonna, de acordo com documentos internos. Ela foi morta com cinco tiros.

A mãe de Breonna processou a prefeitura de Louisville por homicídio culposo e recebeu US$ 12 milhões (R$ 63 milhões) em um acordo fechado na semana passada.

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