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Sem verba, próxima gestão terá dificuldade de 'iluminar' Bauru

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

Uma "novela" que teve início em 1993 ainda não tem previsão de ser totalmente concluída. Inaugurado pela metade em 2015, pelo então prefeito Rodrigo Agostinho, 22 anos depois do início das obras e após 17 anos de paralisação, o viaduto inacabado, agora Nicola Avallone Júnior, que liga a Vila Falcão com o Bela Vista, para desafogar o trânsito no Centro, segue no escuro. Há risco de segurança para quem precisa passar a pé ou de bicicleta pela calçada.

E a promessa feita no dia de sua entrega, de colocá-lo para receber trânsito nos dois sentidos, está longe de ser cumprida. Um desafio a mais para a próxima gestão, já que, conforme o JC noticiou no mês passado, a Secretaria de Obras não tem previsão de investimento com recursos próprios em 2021 e o Orçamento será escasso. A dívida fundada da prefeitura passa de R$ 267,7 milhões. No ano de 2021, o município deve pagar R$ 29,7 milhões deste montante.

Com relação à falta de iluminação, o que travou a solução do problema foi que a fiação subterrânea é alvo constante de furto de cobre, afirma o Secretário Sidnei Rodrigues. "Os postes não são os tradicionais de rua, mas sim ornamentais. A alternativa será a fiação aérea, com alumínio, cujo valor não compensa o seu furto. Estimativa de custo é de aproximadamente R$ 30 mil, no quadruplex. Se fosse enterrar, além do projeto, que demora, o custo seria de R$ 400 mil e estaria exposto a furtos do cobre", explica o titular da Obras.

Sidnei comenta que não tem uma prazo para ficar pronto porque a prefeitura depende da licitação, em andamento. Ficando pronto este processo, a secretaria conseguirá resolver o problema em até 20 dias.

SENTIDO DUPLO

Com relação à duplicação de fluxo, o secretário explica que falta uma ponte sobre o Rio Bauru. "Existe o projeto, havia uma sobra de recurso, mas não foi aproveitada (em 2015). Depois, a prefeitura não conseguiu mais viabilizá-lo. Há quatro anos, custaria cerca de R$ 800 mil. Hoje o valor necessário seria em torno de R$ 1 e R$ 1,2 milhão", diz Sidnei Rodrigues.

PROBLEMAS

O vereador Manoel Losila pediu, por meio do Diário Oficial, a substituição de um poste de madeira por um de concreto em frente ao numeral 4-27 da rua dos Contabilistas, Gasparini. O "A Cidade é Sua" visitou o bairro e se deparou não só com este, mas vários postes de madeira. O ideal é que todos sejam de concreto. O parlamentar também destacou ausência de poste e braço de luz na quadra 4 da rua Carmen Silvia Rodrigues Baptistella, Quinta da Bela Olinda.

Ao JC, Losila destaca que há muitos postes defasados e em alguns preocupa o risco de queda. "Há um pedido de melhorias na iluminação do bairro Vargem Limpa. Na região do Octávio Rasi há muitas ruas no escuro", cita o vereador.

Em matéria do "A Cidade é Sua" sobre os problemas do "miolo" de terra esquecido no Jardim Marambá, há um mês a prefeitura ficou de fazer vistoria no local, mas até o momento, segundo moradores das ruas José Tolon, Pedro Bertolini e Tenente José Cintra Bonin, ninguém apareceu e a escuridão persiste.

Outro vereador, Serginho Brum, pede iluminação mais adequada, de led, na Praça Rui Barbosa, Centro. Segundo ele, as trocas de lâmpadas naquele local são "um parto" para a prefeitura. "As pracinhas do Redentor também precisam de atenção. Foi arrumada uma, mas faltam nove", reclama.

O JC visitou o Parque Vitória Régia, que possui poucos postes de luz. Foram observadas pessoas utilizando o espaço para passeio, atividade física e caminhadas com pets. Mas a área do anfiteatro é totalmente desprovida de luz e se torna ponto de atos ilícitos e gera insegurança. 

DENÚNCIAS E PAUTAS

Leitores podem enviar sugestões de pauta com problemas nos bairros no WhatsApp JC: 99754-5396

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