Tel Aviv - O sistema de carregamento de bateria por aproximação, como já é feito em telefones celulares, pode ser uma saída para ampliar o uso de ônibus elétricos pelo mundo.
Um projeto iniciado em Tel Aviv, no fim de setembro, testa a possibilidade e abastecerá veículos em movimento. Placas foram colocadas embaixo do asfalto, em um trecho de 600 metros. Elas emitem energia para os veículos que passam acima dela, por meio de ressonância magnética. Sem contato físico, a energia é captada por sensores no assoalho dos coletivos.
"Perde-se um pouco da energia no ar durante a transmissão, mas ganha-se em comodidade", explica Vitor Oliveira, diretor de componentes da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico). Com o suprimento contínuo, os veículos poderão ter baterias menores e não precisam parar para abastecer, o que simplifica a operação e pode abrir espaço para a adoção de ônibus elétricos em maior escala. O sistema também pode atender carros particulares e caminhões.
Fornecer energia para os veículos enquanto eles circulam é ideia antiga, usada desde o começo do século 20 em bondes e trólebus. A novidade israelense é fazer isso sem contato físico.