Saúde

Uma epidemia de problemas dentários

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

"Eu sentia muitas dores ao acordar e já levantava da cama com dor de cabeça. Fui três vezes à dentista reparar dentes quebrados. Já tive bruxismo antes, mas nestes últimos meses, se intensificou". Este é o relato do empresário Thiago Marques, 30 anos. Situações como a dele se tornaram comuns, segundo dentistas. O estresse e a ansiedade causados - ou agravados - pela pandemia fizeram com que muitas pessoas apresentassem bruxismo ou apertamento dos dentes.

Esse problema desgasta os dentes, além de impactar na qualidade de vida, gerando dores na região do rosto e outras áreas, como no pescoço e costas, além de fraturas dentárias. "Às vezes, o paciente não consegue identificar que essas dores são causadas pela articulação temporomandibular (ATM) e acaba procurando outros de profissionais, quando na verdade as dores são causadas pela instabilidade da musculatura da face, que sobrecarrega os outros músculos", diz a dentista Erika Abreu.

O apertamento acontece quando a pessoa pressiona os dentes de cima contra os de baixo de maneira involuntária, e pode ocorrer durante o dia ou à noite. Já o bruxismo é o movimento de "esfregar" uma arcada dentária contra a outra. Segundo a dentista, para desenvolver o bruxismo é preciso ter uma predisposição e, em alguns casos, um desajuste na mordida. O estresse é o gatilho para que o atrito dos dentes comece.

A mudança na rotina desde o começo da pandemia também pode ser um fator que elevou o número de pessoas com problemas bucais, como a má postura causada pelo home office, por exemplo. "Além disso, muitas pessoas não estão tendo o sono restaurador de que precisam", afirma Marcelo Moreira, cirurgião dentista.

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