Articulistas

Palavras

Allan Garrido
| Tempo de leitura: 2 min

Quando puder derrame no papel um oceano de palavras que passeiam em tua mente. É necessário expor o mundo que pertuba e explode aí dentro. Como um vulcão, as letras que não foram consumidas pela razão do tempo, agitam-se e ocorre a ebulição necessária para que jorre pensamentos e coisas não ditas.

Cuida-te com carinho para que esta explosão seja de palavras boas para quem estiver por perto. Caso contrário serão lançadas fagulhas incandescentes no coração de pessoas despreparadas e sem vocação nenhuma para serem alvos da tua raiva incontida. Faça de ti pessoa serena e como um escultor(a) vai retirando os excessos deixando apenas o essencial, aquilo que realmente importará ficar contigo.

Faça que seus dias sejam mais leves, sem o peso da palavra não dita. Se for falar escolha dentre elas as que não irão machucar quem quer que seja. Encare a folha de papel ou qualquer lugar que for escrever, como um oceano que caberá a você escolher por qual caminho seguir. Mergulhe nas águas profundas do texto e feito pescador arrebanhe - lançando a rede - para que as melhores frases e as melhores palavras a serem ditas sejam selecionadas. O papel, no entanto, pode ser um local de desabafo, um mundo ainda intocado, inexplorado e cabe a você, amigo(a), dar vazão a verdade que é só tua.

Cabe a você nadar em águas rasas ou mergulhar nas profundezas do teu ser colocando para fora tudo que já preenche por inteiro a sua mente e o seu coração. Se pretende navegar em águas tranquilas ou se prefere o maremoto das emoções, a ti pertence tão importante decisão!

Seja por qual caminho escolher navegar, é de vital importância que a bússola seja o bom senso, o farol a lhe guiar por águas nunca antes descobertas. Antes de encerrar, um importante aviso ao caro(a) leitor.

Onde está escrito água, leia-se papel!

O autor é escritor, professor e poeta

Comentários

Comentários