Tribuna do Leitor

O divisor de águas

Prof. Gilberto Sidney Vieira
| Tempo de leitura: 2 min

O dr. J. A. Hynek, astrônomo com Ph. D. em astrofísica, professor universitário, era cético quanto à realidade fática dos ufos. Em 1959 ele foi contratado pela Força Aérea dos EUA para atuar como assessor científico no Projeto Livro Azul cujo diretor era o major Hector Quintanilla. Em 24/4/1964, às 17h30, em Socorro, New Mexico, EUA, o sargento Lonnie Zamora foi protagonista de um contato imediato do III grau.

Ele viu 2 ETs pequenos ao lado de um ufo ovoide pousado num tripé, nos arrabaldes da cidade. Quando os ETs viram Zamora descer de um carro de polícia, correram para dentro do objeto, que partiu velozmente rumo ao zênite. Os atos de descida e de subida do ufo tiveram várias testemunhas oculares, num raio de 2 km. Vestígios do pouso foram registrados. Aparelhos mediram a existência de radiação no local do pouso. Vegetais estavam chamuscados ao redor de onde desceu o objeto. Como só ia acontecer nas investigações do Projeto Livro Azul, não foram divulgados publicamente os detalhes. Nem Hynek nem Quintanilla se manifestaram. Isto deixou no ar a sensação de uma farsa. Zamora ficou ressentido. Pediu demissão como sargento da polícia. Foi trabalhar como gerente de um posto de gasolina. Mas Quintanilla enviou relatório sigiloso para a CIA.

Onde elogiou Zamora como um ser humano honesto, merecedor de credibilidade, um pilar de sua igreja evangélica. Não havia dúvida quanto à verdade dos fatos relatados por ele. Hynek, até então mancomunado com a Força Aérea, paulatinamente foi se distanciando do acobertamento imposto pelos militares. Anos depois desligou-se do Projeto Livro Azul, criando o Centro de Estudos Ufológicos (= ONG). O relatório secreto de Quintanilla para a CIA foi recentemente tornado público, a pedido por escrito de ufólogos americanos, com supedâneo na Lei de Liberdade de Informação. Para Hynek, o caso de Socorro tornou-se um divisor de águas.

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