Cultura

Pocket com som de banda

Samantha Ciuffa
| Tempo de leitura: 2 min

Criatividade para se reinventar não falta para os músicos de Bauru, que sofreram forte impacto com a pandemia do novo coronavírus. Bares e casas de shows fechadas, todos os eventos cancelados e sem perspectiva de retorno ao trabalho. Essa foi a situação que muitos artistas tiveram de enfrentar - e se virar - para poder passar pelo momento de crise. Uma das grandes sacadas deles foi justamente a união. Musicistas passaram a trabalhar juntos em outros projetos para garantir o sustento neste retorno gradual das atividades.

Foi o caso de Euler Silva, baterista conhecido na cidade por tocar em bandas como Acústicos e Calibrados, Supersonica e High Voltage, que convidou seu companheiro de banda Rica e a amiga Gaby Guima para formarem o Tritons, com o intuito de tocar em barzinhos. "A ideia surgiu com a pandemia, porque, com essa retomada, os bares passaram a trabalhar de uma outra forma, e as bandas não se encaixaram mais", diz músico. O motivo principal, ainda de acordo com Euler, seria o alto custo do formato de banda. "A situação fez com que o pessoal criasse novas parcerias. Foi uma alternativa que a gente criou para manter o trabalho da música", declara. A Tritons foi uma junção do útil ao agradável, já que o baterista sempre quis trabalhar com vocal feminino. "A situação favoreceu esse lance de começar coisas novas, porque interrompeu a correria insana que não permitia pensar em novos projetos", finaliza o musicista.

Já para Gaby, conhecida por dar voz a diversos projetos do município, aproveitou a volta de São Paulo a Bauru para somar ao novo grupo. "Temos pouquíssimo tempo de estrada e já temos até fãs!", diz. O convite, de acordo com a cantora, foi recebido da melhor forma possível. "Conheço os meninos dos rolês de Bauru, já fui a vários shows deles, então está sendo incrível poder fazer esse trabalho juntos", revela a cantora.

O projeto, que faz covers de artistas como Rita Lee, Cássia Eller, Pitty, Cpm22, Tim Maia e Elis Regina, é liderado pela forte voz de Gaby, enquanto Euler assume a "percuteria" e Rica fica com as cordas. "Da minha parte, uso elementos de percussão e elementos de bateria para soar o mais completo possível. O violão também é utilizado com efeitos e usamos recursos tecnológicos para criar uma ambientação sonora mais legal", confirma Euler.

 

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