Internacional

Meta para EUA sair do Acordo de Paris é consumada


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Washington - Poucos temas marcam tanto a diferença entre Donald Trump e Joe Biden quanto a questão ambiental. Os dois discordam em tudo, do manejo de florestas às metas de emissão de carbono. E nada exemplifica melhor a divisão do que o Acordo de Paris. Trump quer os EUA fora. Biden promete voltar ao pacto. 

Nesta quarta-feira (4), mesmo com dois terços dos americanos opinando que o governo deveria fazer mais para conter as mudanças climáticas, o país sai oficialmente do acordo.

A decisão é uma promessa de campanha de Trump, foi tomada em 2017, mas só agora os trâmites de saída serão oficialmente concluídos. Em quatro anos de mandato, Trump adotou uma agenda marcada pelo desmantelamento das regulações ambientais. Ele reverteu ou revogou várias regras, desde a proteção para pássaros migratórios até o Plano de Energia Limpa de seu antecessor, Barack Obama.

BRASIL

O vice-presidente Hamilton Mourão diz que política ambiental do país segue a legislação e que preservação da Amazônia continua na meta. As afirmações foram feitas no discurso de abertura da 3ª reunião do CNAL, que ocorreu na tarde desta terça-feira (3) no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ele reconhece, no entanto, que "não temos ainda resultados a celebrar", mas, entre 2019 e 2020, "os dados do sistema de avisos Deter do Inpe indicam a desaceleração do desmatamento quando comparado ao ano anterior, mas a queda está abaixo da nossa meta."

Após a reunião, em entrevista coletiva, Mourão defendeu a atuação do governo federal na questão ambiental. "Quero deixar claro que nós estamos fazendo nossa parte. O governo não está de braços cruzados." Segundo o vice-presidente, o governo federal cumpre a lei no trato do meio ambiente. "A nossa política ambiental é de acordo com a legislação. Temos que fazer respeitar a legislação."

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