"As palavras voam, os escritores ficam": essa frase, que parece ter origem num discurso de Caio Tito, do Senado romano, me fez recordar de tantos artigos, mais de uma centena, que o querido e inesquecível Edemur Moralles escreveu para essa admirada "Tribuna do Leitor". Sempre recebia elogios de amigos, leitores, professores sobre a seriedade que discorria acerca dos variados temas geralmente culturais, históricos, religiosos, informativos. Com a aproximação da data comemorativa sobre a queda do Muro de Berlim, selecionei e transcrevo esse artigo que ele escreveu e foi publicado no JC de 08/11/2014.
"Conhecendo a Queda do
Muro de Berlim"
Durante o período da Guerra Fria, entre o Capitalismo e o Comunismo, a Alemanha, como país da Europa Central, estava dividida desde 1949 em dois Estados: a República Federal da Alemanha, cuja capital era Bonn, e a República Alemã, sua capital Berlin Leste.
Em 1961, durante esse período foi construído o "Muro de Berlim" com 106 Km de extensão, o qual separava Berlim Ocidental, capitalista, e de outro o regime dominante era o comunismo. Enquanto se manteve o muro, fortemente vigiado por ambas as partes, mais de 5 mil pessoas fugiram para o lado ocidental, enquanto mais de 200 morreram na tentativa de alcançar o outro lado.
Na República Federal Alemã havia uma taxa muito alta de desemprego e as dificuldades para sobrevivência eram inúmeras, por isso as aspirações em deixarem o sistema comunista eram enormes. Em 1989, com a extinção do Comunismo no Leste Europeu, ocorreu a "Queda do Muro de Berlim" que neste dia 9 de novembro completará 25 anos. (Atualizando em 2020 serão 31 anos).
Nesta oportunidade haverá homenagens por parte do povo alemão junto ao "Portão de Brandemburgo", que no passado ficava em frente ao muro de Berlim, o qual tive a oportunidade de conhecer no ano de 2000.