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Agronegócio quer construir pontes com eleito Joe Biden

Estadão Conteúdo
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São Paulo - Os representantes do agronegócio querem estreitar relações. "Estamos no limiar de uma mudança de comando na maior economia do mundo, os Estados Unidos, com a eleição de Biden. O Brasil é eficiente e competitivo e não tem o que temer na nova gestão, mas um país não é amigo de pessoas, tem negócios com outros países", afirma presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Cesario Ramalho. Ele lembra que o agro é responsável por quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e que os produtos nacionais são competitivos, também quando comparados aos dos EUA. "Biden deve colocar os Estados Unidos novamente no Acordo de Paris (de combate às mudanças climáticas), o que é importante para termos um debate equilibrado."

Os comentários foram feitos no Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), que começou nesta quinta. "O Brasil precisa aproveitar para virar o disco. É uma agenda que deve ser atacada de frente, com muito diálogo. Não se pode confrontar o mundo nessa área (ambiental)", diz Marcos Jank, professor sênior de agronegócio no Insper. "Biden traz os Estados Unidos de volta aos trilhos", diz. 

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