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'A informação é que o Brasil volta forte'

Estadão Conteúdo
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou qualquer frustração com o crescimento aquém das expectativas do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre.

"O sinal mais importante é de que a economia está voltando. Não há frustração. A informação objetiva que sai disso dai é que Brasil está crescendo forte", afirmou o ministro durante participação em encontro promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Durante a sua fala, Guedes disse que a recuperação da economia está sendo generalizada, destacando o desempenho da indústria e dos investimentos no terceiro trimestre.

"No primeiro ano, a economia cresceu mais do que em cada um dos últimos dois anos do governo anterior", defendeu Guedes.

NEGACIONISTAS

Guedes disse que apenas os "negacionistas" ignoram a retomada rápida, na forma gráfica de "V", da economia brasileira após o choque da pandemia da COvid-19.

"Temos bons sinais de volta em 'V'. Só os negacionistas refutam a evidência empírica de que a economia voltou em 'V'. Quem tem familiaridade com números e dados entende que voltou em 'V'", assinalou o ministro.

Guedes disse que o Produto Interno Bruto (PIB) caminha para fechar o ano com queda de 4,5%. Ele sustentou que o País vive uma recuperação "cíclica", que deve levar o Brasil a crescer entre 3,5% a 4% em 2021.

FMI

O ministro comentou o pedido do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que o Brasil estenda as medidas de ajuda durante a pandemia em 2021. Segundo Guedes, o governo brasileiro está fazendo exatamente isso, ao estender o auxílio emergencial até dezembro deste ano pagando metade do valor do benefício. "O FMI está sugerindo o que nós estamos fazendo: que a retirada dos auxílios seja gradual. É exatamente isso que estamos fazendo. A retirada está sendo gradual como eles recomendaram, tanto que saiu uma apreciação deles elogiando o programa brasileiro", afirmou o ministro.

DÓLAR E BOLSA

O dólar segue em trajetória de queda com a confiança na retomada da economia global respaldada pelas vacinas contra a Covid-19 em um ambiente de farta liquidez provida por estíulos fiscais e monetários.

Nesta quinta-feira (3), o dólar fechou em queda de 1,94%, a R$ 5,1390, menor valor desde 22 de julho. O turismo está a R$ 5,30.

Já a Bolsa brasileira está em seu maior patamar desde 21 de fevereiro, antes da OMS (Organização Mundial da Saúde) declarar pandemia de coronavírus, com alta de 0,36% na sessão, a 112 mil pontos.

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