Washington - O presidente eleito Joe Biden confirmou nesta terça-feira (8) o ex-general Lloyd J. Austin como secretário de Defesa, responsável por comandar todo o aparato militar dos Estados Unidos.
A escolha de Austin, 67, foi elogiada por ele ser negro - será o primeiro afro-americano a assumir esse cargo na história do pais. Mas a nomeação foi criticada por ele ser um ex-general.
A lei americana determina que o secretário de Defesa deve, preferencialmente, ser um civil, para garantir o equilíbrio entre civis e militares no comando da segurança do país. Caso o nome indicado tenha deixado uma função militar há menos de sete anos, caso de Austin, é preciso aprovação do Congresso.
CONGRESSO
O partido de Biden tem maioria na Câmara, mas o controle do Senado ainda está em disputa. A maioria naquela Casa será definida pela votação de segundo turno para as duas vagas da Geórgia, marcado para 5 de janeiro.
Austin é um dos raros nomes negros que conseguiu chegar ao topo da hierarquia do Exército. Foi o primeiro general negro a comandar uma divisão americana durante um combate, entre vários outros postos no qual ele foi pioneiro.
O ex-general nasceu em Mobile, Alabama, em 1957, e cresceu na vizinha Geórgia, ambos estados do Sul dos EUA. Ele se graduou na academia militar de West Point em 1975.
Em 2010, chegou a comandante-geral das forças americanas no Iraque, e foi o último a ter este posto.
APOSENTADO
O general se aposentou em 2016, após 41 anos de serviço, e se tornou membro do conselho da empresa Raytheon, uma das principais fornecedoras de armas para o Pentágono. Também faz parte do conselho de outras companhias, como a Nucor, a maior produtora nacional de aço, e a Tenet, da área de saúde.