Radical, sem necessidade e inaceitável. Assim resumem e lamentam os moradores da quadra 2 da alameda Engenheiro João Batista Pacheco Fantin, no Jardim das Orquídeas, sobre os cortes de uma grande variedade de árvores frutíferas que eram cultivadas em um terreno e consumidas por crianças e adultos nos últimos 20 anos. Segundo os vizinhos, o terreno é da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) e a própria companhia derrubou as árvores após o pedido de uma vizinha.
De acordo com uma das moradoras desta quadra, Heloize dos Santos de Oliveira, a vizinha acionou a companhia para poda de um pé de manga, a única de grande porte, que derrubava as frutas em sua casa com frequência. No entanto, Heloize afirma que foi radical demais a decisão do corte, porque ao invés de só atender ao pedido de poda da solicitante, colocaram no chão outras 12 "relíquias".
"Derrubaram seis pés de café, dois pés de acerola, um pé de fruta-do-conde, um pé de atemoia, um pé de mamão e um pé de pitanga. Vinte anos de cuidados da minha mãe Maria Eunice e minha avó Maria Luiza, que plantaram as árvores, foram destruídos pela Cohab em uma manhã. Resolveram destruir o local sem pensar que os demais pés de frutas nunca dariam o mesmo problema da mangueira. Várias crianças consumiram por anos. Triste e inaceitável", reclama.
Ela acrescenta que os restos das árvores ficaram abandonados no local até hoje. O JC procurou o presidente da Cohab, Arildo Lima Jr., na segunda-feira (14), para esclarecer o episódio. No primeiro momento, ele disse desconhecer dos cortes, pediu tempo para tomar ciência do ocorrido, mas ainda não respondeu à reportagem.