Washington - O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, foi vacinado contra a Covid-19 nesta sexta-feira, com o imunizante da Pfizer, em uma transmissão televisionada. "É um milagre médico", declarou o republicano depois de receber a dose. De acordo com ele, o objetivo foi "construir confiança na vacina".
"Temos uma e, talvez, dentro de algumas horas, teremos duas vacinas seguras para você e sua família", disse Pence, em referência à expectativa pela autorização do uso emergencial do imunizante da Moderna. A fala do vice contraria afirmação do presidente americano, Donald Trump, de que a vacina da farmacêutica já teria sido aprovada.
Na quinta-feira, o Comitê Consultivo da Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) decidiu recomendar que a agência conceda autorização para o uso emergencial do produto. "Esta semana foi o começo do fim da pandemia de coronavírus", afirmou Pence, "mas com os casos em alta e as hospitalizações aumentando, ainda temos um caminho pela frente."
PORTUGAL E ESPANHA
Um caso de Covid-19 no consulado do Brasil no Porto, no Norte de Portugal, provocou a suspensão do atendimento ao público na última quinta-feira (17). A previsão é que os serviços sejam retomados nesta segunda-feira (21).
A pausa nos serviços foi feita por orientação das autoridades sanitárias portuguesas.
A Espanha começará a ministrar a vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 em 27 de dezembro - anunciou o ministro da Saúde, Salvador Illa, nesta sexta-feira (18). Segue a mesma previsão da Alemanha.
COVAX
Covax anuncia 2 bilhões de doses de vacina para 190 países no 1º semestre de 2021. Brasil encomendou 42,5 milhões de doses do consórcio ligado à OMS - Organização Mundial de Saúde. A Covax é a coalizão de 165 países para garantir vacina contra coronavírus às nações mais pobres. As nações mais ricas concordaram em compartilhar o possível sucesso de uma ou mais dessas vacinas com 90 outros países com menos possibilidades econômicas ou sistemas de saúde mais fracos. No total, 60% da população mundial teria acesso à vacinação.