Política

CP na Câmara tem últimas oitivas e será arquivada

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A Comissão Processante (CP) que apura possíveis pagamentos irregulares de passagens aéreas pela Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) realizou as últimas oitivas na manhã de ontem. O deputado federal Ricardo Izar Jr. prestou depoimento, na condição de testemunha do vereador Fábio Manfrinato (PP), um dos denunciados, que falou em seguida. Depois, também prestaram depoimento o vereador Sandro Bussola (PSD) e o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB), que são os outros denunciados.

Após as oitivas, foi aberto prazo de cinco dias para que as defesas apresentem suas alegações finais - até 2 de janeiro. Como os mandatos dos três citados acabam nesta quinta-feira (31), a CP será arquivada sem votação em plenário. O relator da comissão, vereador Coronel Meira (PSL), no entanto, afirma que vai produzir um relatório e enviar todo o material ao promotor Fernando Masseli Helene, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que abriu inquérito sobre a situação das passagens.

OITIVAS

O deputado federal Cezinha de Madureira (PSD), testemunha de Sandro Bussola, prestaria depoimento no dia 23 de dezembro, mas pediu remarcação. Com isso, sua oitiva seria entregue por escrito, o que não ocorreu até ontem. Já o deputado federal Ricardo Izar Jr. falou, por videoconferência, e disse não ter conhecimento sobre a compra das passagens. Ele afirmou que sempre teve contato com Fábio Manfrinato e todas as viagens realizadas pelo parlamentar até a capital federal eram para a solicitação de recursos para Bauru, especialmente na saúde.

Em seu depoimento, que ocorreu na sequência, Fábio Manfrinato afirmou que as passagens aéreas foram pagas pelo 'grupo político' do prefeito, mas disse não saber, especificamente, quem realizou os pagamentos. Disse apenas que nada foi pago com dinheiro público, e que sempre ia e voltava no mesmo dia. Já o vereador Sandro Bussola disse não ter embarcado no voo citado.

O prefeito Gazzetta comentou que nunca autorizou pagamentos de passagens a vereadores, uma vez que são poderes distintos. Ele frisou ainda que apenas as suas passagens eram pagas, diretamente pela prefeitura, e nunca com dinheiro da Cohab. Os citados ainda consideraram que a divulgação da situação envolvendo as passagens teve caráter eleitoreiro, pois ocorreu menos de duas semanas antes do primeiro turno das eleições.

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