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Prefeitos entram na corrida pela vacina

Estadão Conteúdo
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Brasília - Em mais de 5,5 mil municípios brasileiros, prefeitos tomaram posse nesta sexta-feira (1) com a responsabilidade de organizar a vacinação contra o novo coronavírus - um processo que ainda não tem data certa para ter início.

As prefeituras serão encarregadas de tarefas como a aplicação das doses, o atendimento ao público e parte da logística do transporte e armazenamento, mas dependem dos governos federal e estaduais para o fornecimento das doses no prazo e em quantidade suficiente. Especialistas e gestores públicos têm debatido o risco de haver desigualdade na distribuição entre regiões ricas e pobres.

Com a demora do Ministério da Saúde para definir a compra dos imunizantes, algumas cidades têm tomado a iniciativa por conta própria. Capitais como Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro já têm acordos para a compra da CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantã e pelo laboratório chinês SinoVac.

Enquanto isso, Recife e Salvador negociam com o Butantã e o governo João Doria (PSDB) para garantir o fornecimento.

"Já adquirimos seringas e agulhas. Temos um plano de imunização pronto para garantir o público prioritário. Não vamos ficar só na dependência do governo federal", diz o novo prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM).

Além do Butantã a cidade conversa com outros laboratórios. "Reservamos R$ 80 milhões para compra de vacina. Não há nada mais importante nesse momento. É lamentável que o País não tenha iniciado a imunização ainda", afirma Bruno Reis.

Prefeitos de municípios pequenos, porém, não têm dinheiro para compra de insumos básicos e dependem do repasse da vacina pelo governo federal e estão preocupados.

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