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Índia atrasa entrega de vacinas ao País

Agência Brasil
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Brasília - O cronograma de entrega dos dois milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford contra a covid-19 que o Ministério da Saúde afirma ter adquirido do laboratório indiano Serum Institute sofrerá atraso. A informação foi confirmada esta manhã, pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, fez uma última tentativa em vão para tentar manter o cronograma estabelecido pelo governo federal para trazer 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford da Índia para o Brasil. Em contato telefônico com o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar, Araújo ouviu que não seria possível atender à demanda brasileira neste momento. No entanto, questões logísticas no momento impedem o país asiático de cumprir a previsão do governo brasileiro.

O governo prometia a partida para a noite desta sexta (15), com retorno previsto para o domingo (17).

BOLSONARO

Em entrevista à rede Bandeirantes, Bolsonaro admitiu que a operação Índia seria atrasada.

"Foi tudo acertado para disponibilizar 2 milhões de doses [da vacina Oxford/AstraZeneca]. Só que hoje, neste exato momento, está começando a vacinação na Índia, um país de 1,3 bilhão de habitantes. Então resolveu-se aí, não foi decisão nossa, atrasar um ou dois dias até que o povo comece a ser vacinado lá, porque lá também tem pressões políticas de um lado e de outro. Isso daí, no meu entender, daqui dois, três dias no máximo nosso avião vai partir e vai trazer essas 2 milhões de vacinas para cá", afirmou o presidente.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, já tinha dito, esta semana, que devido ao início da vacinação nacional, neste sábado (16), era cedo para falar em fornecimento a outros países.

Para manter o cronograma e a data inicial da vacinação, marcada para o dia 20, e confirmada anteontem pelo ministro Pazuello, o governo brasileiro cogita lançar mão da vacina do Instituto Butantan, a CoronaVac. 

PEDIDO

Ministério da Saúde enviou nesta sexta-feira (15) ofício ao Butantan requisitando seis milhões de doses do CoronaVac.

"Solicitamos os bons préstimos para disponibilizar a entrega imediata das 6 milhões de doses importadas e que foram objeto do pedido de autorização de uso emergencial perante a Anvisa. Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19, tão logo seja concedido a autorização pela agência reguladora, cuja decisão está prevista para domingo", diz a nota enviada ao instituto. (Leia mais abaixo)

 

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