Apesar dos trancos, incompreensões e explorações político eleitoreiras, a vacina contra a Covid-19 é realidade no País. Desde esta segunda-feira (18), o Ministério da Saúde está transportando a CoronaVac rumo aos Estados e estes, também de forma acelerada, têm o compromisso de fazê-la chegar aos seus municípios que, pelo esquema tripartite do SUS, é quem vai aplicar a droga nas respectivas populações. Louve-se o trabalho criterioso da Anvisa, que ignorou todos os ruídos e cumpriu a sua tarefa. Agora, começa uma nova fase. A de verdadeiro combate à pandemia. Resta de tudo o que foi dito na reunião e confirmado por especialistas diversos que, independente do percentual de eficácia da vacina, o indivíduo vacinado dificilmente será atingido pelo coronavírus e, se o for, não evoluirá para o quadro grave. Só isso é um verdadeiro alívio a todos nós e uma injeção de ânimo para continuarmos por mais algum tempo - até que haja a baixa na circulação do vírus - usando máscara, lavando as mãos, mantendo distanciamento pessoal e evitando aglomerações.
Vamos todos seguir as orientações sanitárias para, com isso, diminuir a possibilidade de infecção e reinfecção nesse período em que o vírus continua circulando alto. E esperar que, como resultado da vacinação, logo diminuam a identificação de novos casos, as internações e, principalmente, as mortes. No dia em que isso for percebido, poderemos começar a festejar o fim da praga que já nos fez perder quase um ano de vida útil e mais de 200 mil patrícios.
Louve-se, também, o discernimento dos responsáveis do Plano São Paulo e de prefeitos que reduziram as restrições estabelecidas. Principalmente os que não fecharam estabelecimentos, como ocorreu nas fases anteriores. Mesmo com restrições de ocupação de espaço, bares, restaurantes e outros negócios ainda conseguirão sobreviver até que a quarentena seja levantada. É de se esperar que doravante se encontrem motivos para logo começar a afrouxar as medidas e trazer de volta a vida normal.
Quanto ao marketing que alguns - especialmente o que o governador João Doria tem feito em torno da vacina, pensamos ser irrelevante. Que a União, Estados e municípios façam o melhor proveito dessa droga e não cessem os esforços para que logo a Fiocruz comece a produzir a Oxford - também aprovada pela Anvisa - e ainda possamos contar com a norte-americana Pfizer e a russa Sputinik V. Quanto mais, melhor. Precisamos vacinar a população. Pouco importa quem vai aparecer na fotografia e se isso poderá render (ou não) dividendos políticos. Chega de estupidez!
O autor é dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de SP (Aspolmil).