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Máscaras de tecido protegem contra novos tipos de Sars-CoV-2?

Estadão Conteúdo
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São Paulo - Diante do maior potencial de transmissão de novas variantes do coronavírus, autoridades francesas desaconselharam, recentemente, o uso de máscaras caseiras de tecido por considerá-las menos eficientes. Mas brasileiros argumentam que são necessários mais estudos para investigar a eficácia desse tipo de proteção contra as cepas recém-descobertas do Sars-CoV-2.

O recomendado é que as pessoas mantenham os mesmos cuidados: usar máscara facial, manter distanciamento e higienizar as mãos.

Segundo Raquel Stucchi, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), "Apesar da transmissão mais fácil pela nova variante, o vírus continua do mesmo tamanho e possivelmente a transmissão ainda se faz por meio de gotículas. As máscaras caseiras em duplo tecido e tecido de trama fechada são eficazes", afirma.

MUITO CEDO

Ponderando que as informações sobre novas variantes ainda são muito recentes, ela adverte: "Precisamos aguardar estudos que mostrem se a máscara (de tecido) continua sendo efetiva ou não. Mas é muito cedo para fazer uma análise neste momento".

"Até que tenhamos grande parte da população vacinada, cerca de 90%, devemos manter as mesmas medidas de defesa".

Se utilizadas corretamente e, respeitando todas as outras medidas, têm a mesma eficácia das máscaras cirúrgicas", acrescenta o infectologista Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Sobre a eficácia das proteções de tecido, Leonardo Weissmann, médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, ressalta que ainda não há estudos relacionando as novas variantes com o uso de máscaras. "Provavelmente, a orientação da França se deva a incerteza sobre a possibilidade da formação de aerossóis (como causa da maior transmissibilidade)", diz ele. E Lauro Ferreira Pinto Neto, professor da Santa Casa de Vitória, concorda que é preciso o uso correto: "A questão é que os ocidentais são muito indisciplinados. As pessoas usam máscara no queixo ou com nariz de fora".

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