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PSL questiona Markinho na presidência

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Contrariando as expectativas, a apreensão pautou a sessão da Câmara de Bauru de ontem (15), em razão do pedido protocolado pelos vereadores Eduardo Borgo e Coronel Meira, ambos do PSL, para a realização de nova eleição para a Mesa Diretora da Casa. Os parlamentares não reconhecem a legitimidade da presidência de Markinho Souza (PSDB).

O tucano era vice-presidente mas, na semana passada, assumiu o comando do Poder Legislativo, após Ricardo Kbelo (Republicanos) ter perdido o mandato, por conta da conquista da segunda cadeira pelo PP - decorrente do reprocessamento dos votos das últimas eleições municipais.

O requerimento pela escolha de novos membros da Mesa foi protocolado pela manhã, mas o assunto chegou à tribuna, em divergência do encaminhamento proposto por Markinho para que todos os parlamentares abrissem mão de seus pronunciamentos, a fim de homenagear a vereadora Telma Gobbi, que morreu na última quinta-feira.

O JC apurou que outros vereadores estão alinhados com o mérito dos pontos defendidos pela bancada do PSL, mas outras manifestações não ocorreram pelo entendimento de que o assunto deveria ser tratado apenas na sessão seguinte, em respeito à memória da parlamentar.

COSTURA

Além de Meira e Borgo, os representantes do DEM, do MDB e do PP teriam acordado o pedido de nova eleição, no dia seguinte à saída de Kbelo, antes da confirmação da morte de Telma. Os partidos somariam oito "votos", faltando um para a consolidação da maioria.

Markinho Souza, por sua vez, diz que o documento protocolado pelo PSL será apreciado pela Consultoria Jurídica da Câmara, que dispõe de prazo de 15 dias para se manifestar. De pronto, não há previsão para que a propositura de nova eleição seja deliberada pelo plenário.

EMBATES

Eduardo Borgo argumentou que o consultor jurídico, Lima Júnior, estaria impedido de se manifestar sobre o processo, na condição de interessado direto por ter sido nomeado pelo "presidente em exercício".

Respondendo a críticas de que, trazendo a discussão à tona já na sessão de ontem estaria desrespeitando a memória de Telma, Eduardo Borgo pontuou ironicamente que o tucano não observou o luto ao dar posse ao consultor.

Ao JC, Borgo disse ainda que, se o assunto não fosse pautado, poderia-se configurar aceitação tácita da sucessão da presidência. Coronel Meira disse que a situação atual é ilegítima e reclamou do fato de o requerimento pela nova eleição não ter sido lido.

O tucano, por sua vez, pontuou que, no início dos trabalhos, foi submetida e aprovada pelo plenário a proposta para dispensa da leitura de todo o expediente. Sobre a nomeação de Lima no jurídico, alegou que o ato difere da posse de um vereador ou de uma nova eleição, pois, a despeito do luto, os trabalhos administrativos não podem parar.

Isso porque Markinho havia proposto que a posse do suplente de Telma só ocorresse na próxima segunda-feira, mas Julio Cesar assumiu ainda ontem, depois da sessão, em razão de pedidos do PP e do próprio parlamentar.

CRÍTICAS

Ao longo da sessão, vários vereadores abriram mão da palavra, alegando respeito a Telma. Mas alguns foram mais explícitos na crítica ao momento da discussão sobre a Mesa, incluindo Marcelo Afonso (Patriota), Estela Almagro (PT) e até Chiara Ranieri (DEM), que integra o grupo que defende uma nova eleição: "Queria deixar registrada minha indignação pelo que foi feito agora".

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